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Morre Tonho do Mestre, o 'guardião-mor da memória de Pão de Açúcar'

Ele deixa um rico acervo de fotografias antigas e partituras musicais do século passado que representa a história viva da Terra de Jaciobá.


Antonio do Mestre recebendo o carinho das filhas...

Antonio do Mestre recebendo o carinho das filhas...   Foto: Reprodução/Facebook

Postado : 15/02/2019   /   por Helio Fialho

Recebemos com tristeza a notícia da morte do conterrâneo Antônio de Melo Barbosa, conhecido popularmente como “Tonho do Mestre”, aos 87 anos, na capital Maceió, no início da tarde desta quinta-feira (14).

 O guardião-mor da memória de Pão de Açúcar leva para a Eternidade uma parte muito rica da história da plaga de Jaciobá, isto é, fatos  ligados à musica, à política, ao comércio, à vida social e até mesmo ao Velho Chico.

Ele deixa um rico acervo de fotografias antigas e partituras musicais do século passado que representa a história viva da amada Pão de Açúcar e do Baixo São Francisco.

Tonho do Mestre, sem qualquer incentivo do poder público, criou, ao longo de sua vida, um maravilhoso arquivo  e transformou sua casa em um importantíssimo lugar de pesquisas, que o condicionou a ser o maior guardião da história deste torrão ribeirinho.

Antônio de Melo Barbosa era filho do imortalizado maestro Manoel Vitorino Filho, o “Mestre Nozinho”,  e da senhora Florina Carvalho Melo. Do genitor ele herdou o oficio de alfaiate, a Loja Oriente e um vasto conhecimento musical, pois chegou a integrar a Banda Musical Guarany, criada pelo pai, e assumiu a regência da mesma com o falecimento do maestro Nozinho.

As pessoas que tiveram o privilégio de conversar com Tonho do Mestre sentiram de perto o imensurável amor que ele sentia por Pão de Açúcar, terra onde casou com a senhora Lúcia Meneses (já falecida) e nasceram os filhos Schumann, Sonja, Shirley e Sheyla. Seus irmãos eram

A paixão que o guardião-mor sentia por sua terra natal ele demonstrou colecionando com esmero fotografias e histórias, deixando para esta e futuras gerações a memória deste município banhado pelo rio São Francisco, considerada de valor inestimável.

Por este motivo, este grande pão-de-açucarense tornar-se, também, imortalizado e uma referência de abnegação, responsabilidade, amor à terra natal e consciência de preservação.

De maneira magnífica, Tonho do Mestre, como um ser iluminado,  soube viver intensamente o presente, preservando o passado e pensando no futuro de uma cidade que não conserva o  antigo casario porque seus moradores destroem o seu patrimônio histórico e cultural.  Ele, porém, nos deixa uma brilhante lição de vida e, por isso, continua tão vivo como se vivo estivesse.

Seu corpo será sepultado no cemitério Parque das Flores, em Maceió, às 13 horas desta sexta-feira (15).

Pão de Açúcar perde um filho ilustre, eu perco um parente e ouvinte assíduo dos meus programas de rádio, a Pátria Celestial ganha mais um morador.

Temos a convicção que sua matéria desce ao sepulcro e seu espírito sobre para a Mansão de Luz porque a sua jornada da vida terrena findou. Descanse em paz nos braços do Pai Celestial, amigo Tonho! Saudades Eternas.

À família enlutada manifestamos as nossas condolências e rogamos ao Divino Espírito Santo que promova consolo aos parentes e amigos que choram neste instante de tristeza e dor. 

Antônio de Melo Barbosa  *19 de março de 1932   +14 de fevereiro de 2019  

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  • 15 de Fevereiro de 2019 Conheci meu amigo Antonio em 1994, pois o mesmo além de bom papo, sabia como prender a atenção daqueles que o visitavam para saber das histórias de Pão de Açúcar.Eu mesmo sou testemunha de fotos que o mesmo tinha sobre Palmeira Dos Índios,cidade onde o mesmo veio com sua banda de música se apresentar em Palmeira.Descanse em paz amigo Antonio.
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