FPI flagra mais de dois hectares da caatinga desmatados em São José da Tapera, AL
Área é equivalente a quase 3 campos de futebol. Dono da propriedade não foi localizado, mas deve ser autuado em R$ 4,5 mil.

Fonte: G1 AL
Proprietário da área desmatada ainda fez uso de fogo para destruir vegetação da caatinga, o que é proibido por lei Foto: Jonathan Lins/FPI do São Francisco
Pouco mais de dois hectares de área da caatinga foram flagrados desmatados nesta quarta-feira (14), em uma propriedade rural em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas. A área é o equivalente a quase 3 campos de futebol.
De acordo com fiscais da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Rio São Francisco, o dono da propriedade, que ficará como fiel depositário da madeira apreendida e ainda não contabilizada, não foi localizado.
Ainda segundo a FPI, a equipe do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em Alagoas tenta identificá-lo para autuar o proprietário em R$ 4,5 mil, também em razão do uso de fogo para destruir a vegetação.
"Ele usou fogo para diminuir os custos com o crime ambiental que praticou. Encontramos, inclusive, indícios de atividade recente, além de uma caieira na qual os troncos de catingueira e angico, madeira também usada para cercar propriedades, seriam transformados em carvão", relatou o analista ambiental do grupo de controle de desmatamento do Ibama, Roberto Dantas.
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Equipe da FPI flagra desmatamento no interior de Alagoas — Foto: Jonathan Lins/FPI do São Francisco
O analista acrescentou ainda que o desmatamento também teria como objetivo a plantação de palma, planta que, devido à forte estiagem, é muito utilizada para alimentar o gado na região sertaneja.
A equipe do Ibama registrou também que a área não consta como de preservação ambiental. Contudo, o proprietário precisaria de duas autorizações, sendo uma para suprimir a vegetação e outra para uso do fogo.
Em uma semana de FPI, a equipe Fauna lavrou 12 autos de infração, totalizando R$ 340 mil em multas, com mais de 131 hectares de terra onde houve desmatamento embargados.
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Desmatamento da caatinga em São José da Tapera, AL, é de mais de dois hectares — Foto: Jonathan Lins/FPI do São Francisco
Cadastro para regularização ambiental
Outra iniciativa da FPI buscou facilitar a realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), cujo objetivo é a regularização ambiental de propriedades e posses rurais, como assentamentos de reforma agrária e comunidades tradicionais que façam uso coletivo de seu território.
O cadastro é obrigatório, constituindo um grande banco de dados sobre nascentes e áreas de proteção ambiental, por exemplo. Nesta edição, a FPI já contabiliza 49 imóveis rurais cadastrados no CAR, totalizando 1.111 hectares.
Qualquer proprietário ou posseiro rural com até quatro módulos fiscais pode contar com a ajuda do poder público, buscando assistência técnica junto ao órgão ambiental do estado ou município.
Quem não cumprir o prazo estará sujeito ao pagamento de multa – que varia de R$ 1 mil a R$ 1 milhão, conforme o tamanho da propriedade – e pena de até três anos de reclusão. Além disso, sem o CAR, o pequeno produtor não pode ter acesso a linhas de crédito e seguros rurais, perdendo ainda uma série de benefícios.
Para se cadastrar, basta apresentar um documento de identificação pessoal (CPF, RG ou CNH) e o documento da propriedade (posse ou comprovante de compra e venda), além de comprovante de residência e mapa do imóvel.
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Fiscais da FPI avaliam área desmatada no interior de Alagoas — Foto: Jonathan Lins/FPI do São Francisco
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Área desmatada em São José da Tapera, AL, é equivalente a quase 3 campos de futebol — Foto: Jonathan Lins/FPI do São Francisco


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