Vazão do reservatório de Xingó será reduzido para 3.000 m³/s a partir desta quinta-feira (10)
Em Pão de Açúcar, o funcionamento de barracas na praia voltará ao normal nas próximas semanas, garantindo, assim, a melhoria da renda desses comerciantes.

Fonte: Por Helio Fialho
Rio São Francisco - porto da Ladeira do Pinto - Pão de Açúcar (AL) Foto: Notícia Quente/Helio Fialho
Em razão da diminuição de chuvas na Região do Alto São Francisco, a partir de hoje (10), os reservatórios de Sobradinho e Xingó terão suas vazões reduzidas, gradativamente, da faixa de 4.000 m³/s para 3.000 m³/s, conforme Carta Circular SOO-014/2022, emitida pela Chesf. “A defluência total média diária permanecerá no valor de 3.000 m³/s até nova reavaliação”, diz um trecho do comunicado da Companhia Hidrelétrica do São Francisco.
Nesta quinta-feira (10), as vazões dos reservatórios de Sobradinho e Xingó serão reduzidas para 3.500 m³/s. Já no próximo sábado (12), ficarão em 3.000 m³/s.
A Chesf ressalta, ainda, que “a situação hidrológica está sendo permanentemente avaliada, podendo haver alteração nestes valores em função da evolução das chuvas e vazões na bacia do Rio São Francisco. Caso as alterações na programação de defluências se configurem, serão previamente comunicadas, com o horizonte que as ferramentas disponíveis possibilitam”.
O comunicado da Chesf, assinado pelo Superintendente de Gestão da Operação do Sistema, Tony Rodrigues de Matos Firmino, encerra fazendo um alerta aos moradores ribeirinhos: “é fundamental chamar a atenção para a importância da não ocupação de áreas ribeirinhas situadas na calha principal do rio, haja vista o período úmido em curso e a possibilidade de elevação das vazões, a depender da evolução do quadro de chuvas na Bacia”.
Voltando ao normal
Com a redução da vazão do reservatório de Xingó para 3.000 m³/s, o leito do Velho Chico, no Baixo São Francisco, voltará ao normal e as barracas que comercializam bebidas e alimentos na praia voltarão a funcionar normalmente nas próximas semanas, garantindo, assim, a melhoria da renda desses comerciantes, já que a praia voltará a ser muito bem frequentada, nos fins de semana e feriados, pelos banhistas.
Nenhuma ajuda financeira
Uma reclamação ouvida de alguns proprietários de barracas diz respeito à falta de ajuda financeira aos mesmos durante o período em que ficaram impossibilitados de vender seus produtos, devido à retirada de barracas da praia durante o período da enchente, inclusive alguns quiosques continuam invadidos pelas águas. “Ficamos todo esse tempo sem o nosso ganha-pão, por causa da enchente, e nenhuma ajuda financeira da Chesf e da Prefeitura foi dada para nós, que ficamos completamente abandonados pelo poder público”, disse um comerciante, que pediu para não divulgar seu nome.
O rio cheio em Pão de Açúcar. Foto: Notícia Quente/Helio Fialho
Carta-Circular enviada pela Chesf. Foto: Reprodução


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