Texto que detalha morte da jovem Roberta Dias reacende caso e mãe pede justiça
PF diz que deu apoio à PC nas investigações, mas não confirma veracidade das informações que circulam na internet

Fonte: Portal Gazetaweb - Jonathas Maresia
Roberta Dias desapareceu em abril de 2012 na cidade de Penedo Foto: Reprodução/Gazetaweb/Arquivo Pessoal
Nos últimos dias, a população da cidade de Penedo foi surpreendida com a divulgação de um texto que seria a transcrição de um áudio proveniente de um diálogo entre os suspeitos de matar a jovem Roberta Costa Dias, em abril de 2012. O caso segue sem desfecho seis anos após o desaparecimento da jovem, que estava grávida, e a mãe dela cobra a prisão de todos os envolvidos diante da revelação dos últimos fatos. Nesta quinta-feira (3), a Polícia Federal (PF/AL) informou, por meio de nota, que ofertou ajuda técnica no inquérito conduzido pela Polícia Judiciária, mas não confirmou se as informações que circulam nas redes sociais foram resultado dessa parceria. Apesar de toda a repercussão do caso, a Polícia Civil ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
Para a mãe da vítima, Mônica Dias, não há uma explicação plausível para os suspeitos de envolvimento na morte continuarem soltos mesmo diante das provas coletadas pela polícia. "Por que não estão presos? O que mais a polícia precisa para efetuar a prisão? Minha filha foi morta por estar grávida. Vocês têm filho e peço que se sensibilizem para que os criminosos sejam presos. Não quero a morte de ninguém. Só quero que a Justiça seja feita. Perdi minha filha por nada. E todo o crime está relatado em uma gravação telefônica e ninguém foi preso", desabafa Mônica Dias.
O texto que circula nas redes sociais tem como base um suposto diálogo de quase 20 minutos entre dois personagens. Um deles era, à época do fatos, um jovem de 18 anos que relata com riqueza de detalhes, por meio de uma ligação telefônica, como teria matado a jovem Roberta Dias enforcada dentro do carro, fazendo uso de um fio, após ser provocado para cometer o crime pelo pai da criança que Roberta esperava.
A solicitação para apoio da PF no caso teria sido enviada pelo delegado Cícero Lima, presidente do inquérito policial, ao setor técnico-científico da Superintendência da Polícia Federal em Alagoas, ainda no ano de 2016. Por sua vez, o delegado Cícero Lima não confirma se solicitou, mas não também não nega. "Não vou me posicionar neste momento", falou ele por meio da assessoria de imprensa.
Gravação
No início do diálogo que está em posse da polícia, o jovem relata para o ouvinte que cometeu o crime para ajudar o amigo, que seria o pai da criança. Ele teria medo da reação que seu pai teria ao descobrir que seria avô. Ele confessa que planejou tudo por amizade e, caso a polícia descobrisse toda a trama assassina, ele assumiria tudo sozinho, sem responsabilizar ninguém.
Ainda na transcrição da suposta gravação, ele revela que entrou na mala do carro do pai da criança e, logo em seguida, os dois saíram para buscar Roberta. De lá, a levaram para um terreno, onde o crime aconteceu. O jovem teria saído da mala, pegado o fio de uma extensão e matado a vítima enforcada. Conforme o áudio, o pai da criança segurou as mãos dela durante todo o crime.
O relato também dá conta de que Roberta Dias chegou a pedir pela vida, dizendo que poderia fazer um aborto. O apelo dela não foi suficientes para salvá-la. Após constatarem que a vítima estava sem vida, eles saíram de Penedo e foram em direção ao Pontal do Peba com o corpo dela. Quando chegaram lá, constaram que a maré estava cheia e, por isso, procuraram outro lugar para deixar o corpo.
Assim, o corpo teria sido enterrado em uma cova em uma região próxima a praia do município de Feliz Deserto. O áudio também traz a informação de que a dupla chegou a pensar em tirar os dentes e os cabelos de Roberta com o objetivo de dificultar a identificação dela, caso o corpo fosse descoberto pela Polícia Civil.


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