POLÍTICA

Temer critica vazamento de delação e pede celeridade a Janot

Em carta enviada à PGR, presidente afirmou que a divulgação dos depoimentos gera um clima de "desconfiança e incerteza"


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  Fonte: Veja

Temer nega denúncia de ex-funcionário da Odebrecht

Temer nega denúncia de ex-funcionário da Odebrecht   Foto: Evaristo Sá

Postado em: 12/12/2016 às 19:02:35

Citado nas delações de executivos da Odebrecht, o presidente Michel Temer enviou nesta segunda-feira uma carta ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em que classifica como “ilegítima” a divulgação de “supostas colaborações premiadas”. Temer também pede à PGR celeridade nas investigações em andamento. “Com isso, a eventual responsabilidade criminal dos investigados será logo aferida”, disse o presidente. 

“A condução dessas e de outras políticas públicas a cargo da União vem sofrendo interferência pela ilegítima divulgação de supostas colaborações premiadas e investigações criminais conduzidas pelo Ministério Público Federal, quando ainda não completado e homologado”, escreveu o presidente.

A atitude de Temer ocorre após ele ter o seu nome e o da cúpula do PMDB citados na delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho. A estratégia do governo é questionar a legalidade da divulgação. O escalado, inicialmente, para fazer as críticas ao vazamento seria o senador Romero Jucá (PMDB-RR), mas, após diversas reuniões, o presidente decidiu tomar a iniciativa e assinar o documento à PGR junto com a advogada-geral da União, Grace Mendonça. No sábado, Janot informou que iria solicitar uma investigação para apurar o vazamento de anexo de delação da Odebrecht.

Na carta, Temer atribui a necessidade da celeridade nas investigações às “sérias crises econômica e política” que o país atravessa, destaca ações do governo para a retomada do crescimento e diz que o requerimento pela celeridade tem por objetivo ajudar o país.

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