POLÍTICA

Rodrigo Cunha sobre o concorrente Paulo Dantas: 'Ele não foi inocentado'

Paulo Dantas e Rodrigo Cunha disputam o cargo de governador de Alagoas, em segundo turno, no próximo domingo, 30 de outubro.


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  Fonte: TNH1- Por Flávio Gomes de Barros

Rodrigo Cunha

Rodrigo Cunha   Foto: Reprodução/Poder 360

Postado em: 25/10/2022 às 13:36:49

Candidato a governador, o senador Rodrigo Cunha (União Brasil) se manifestou hoje através de entrevistas sobre a decisão dos ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, do STF, que devolveu ao governador Paulo Dantas (MDB) o cargo de governador, do qual estava afastado, por decisão do Superior Tribunal de Justiça, referendada pelo próprio STF, até 31 de dezembro.

Para Rodrigo, Paulo Dantas não foi considerado inocente por ter sido autorizado a retornar ao cargo:

“Foi o único alagoano, em toda a História, proibido de entrar no palácio do governo. E isso é muito grave. Ele não foi inocentado, de maneira nenhuma. Ele deve muita explicação à justiça e especialmente à população alagoana.”

Diz ainda o candidato do União Brasil:

“Independente de juiz, independente de magistrado, quem vai decidir o futuro de Alagoas é o povo que ama esse Estado, no próximo domingo. Então, está nas mãos de cada alagoano fazer com que aquele que deve ser punido não seja premiado como governador do Estado.”

Paulo Dantas e Rodrigo Cunha disputam o cargo de governador de Alagoas, em segundo turno, no próximo domingo, 30 de outubro.

 

Os Argumentos dos ministros que devolveram o governo a Paulo Dantas

Quebrou a cara quem torcia para que o afastamento de Paulo Dantas (MDB) do cargo de governador do Estado perdurasse até 31 de dezembro, como decidira o Superior Tribunal de Justiça.

O STF, que havia referendado a decisão do STJ, mudou de entendimento, graças às liminares concedidas pelos ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso.

O que teria motivado os dois ministros a adotar essa posição?

Gilmar Mendes justificou sua decisão, em atendimento a uma ação do PSB – partido do vice governador na chapa de Dantas, Ronaldo Lessa – por entender que candidatos não podem ser alvo de medidas cautelares a partir de 15 dias antes do primeiro turno das eleições.

Luís Roberto Barroso acatou um argumento utilizado pela defesa de Paulo Dantas: a falta de “elementos sólidos” para afastar o governador.

Entendeu Barroso que os fatos alegados para o afastamento de Dantas não têm relação com o exercício do cargo de governador:

“Não se tem notícia, até o momento, de nenhum tipo de desvio de recursos provenientes do Poder Executivo estadual. Desse modo, em linha de princípio, não estaria caracterizada a prática de nenhum fato criminoso particularmente relacionado às funções desempenhadas por governador de Estado.”

 

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