Quem era a policial que investigava milícias e foi assassinada no Rio de Janeiro?
Vaneza era lotada na 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar do Rio, e atuava na investigação de policiais ligados a milícias

Fonte: Metrópoles - Por Rebeca Borges
Foi morta na porta de casa por um grupo de criminosos. Foto: Reprodução/Metrópoles
Vaneza Lobão, policial militar assassinada na sexta-feira (24) no Rio de Janeiro, tinha 31 anos e estava lotada na corporação desde 2013. Ela atuava na investigação de policiais ligados a milícias, e foi morta na porta de casa por um grupo de criminosos.
De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro, o crime ocorreu na Rua Passo da Pátria, em Santa Cruz, Zona Oeste da cidade do Rio.
Os criminosos armados atiram contra Vaneza na porta da casa dela e fugiram.
Cabo da Polícia Militar, Vaneza era lotada na 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar do Rio, vinculada à Corregedoria-Geral da Polícia Militar.
O órgão tem, entre outras atribuições, a função de receber denúncias e instaurar sindicâncias contra militares. Dentre os casos analisados, estão os de PMs ligados a milícias.

Vaneza Lobão, cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro Reprodução
Polícia Militar oferece recompensa por informações sobre criminosos que mataram cabo Vaneza Lobão PMERJ/Reprodução
Luto
Nas redes sociais, a nutricionista Andreza Lobão, irmã mais velha da militar, lamentou a morte.
“Você sempre será o amor da minha vida, minha filha, minha melhor amiga. A sua lealdade com os seus jamais será esquecida. Covardia, revolta, é o que meu coração sangra. Daria a minha vida para você viver em meu lugar”, escreveu. Ainda não há informações sobre o sepultamento de Vaneza.
Integrante das milícias preso
Na madrugada deste sábado (25/11), um miliciano foi preso por policiais do 27º Batalhão de Polícia Militar em Santa Cruz, durante uma diligência para capturar criminosos envolvidos na morte da militar.
“Com o criminoso, uma arma de fogo foi apreendida. A ocorrência ainda está em andamento”, divulgou a polícia. A corporação também divulgou um cartaz solicitando informações sobre os envolvidos no crime.


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