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Pão de Açúcar: Praça Presidente Médici – Origem e Inspiração

A praça, em 1989, durante a gestão do prefeito Elísio Sávio Maia, recebeu o nome do vereador Ascânio Rodrigues Correia.


Praça Presidente Médici - Pão de Açúcar(AL)

Praça Presidente Médici - Pão de Açúcar(AL)   Foto: Reprodução

Postado em: 18/10/2018 às 14:21:39   /   por Helio Fialho

Nos anos de 1970, os ventos do golpe militar de 31 de março de 1964 continuavam a soprar fortemente sobre o Brasil. Desfiles cívicos, frases e slogans para estimular o sentimento de brasilidade na população eram divulgados em rede nacional através do programa radiofônico “A Voz do Brasil” e, também, por meio de emissoras de rádio e de televisão brasileiras.

No governo de Emílio Garrastazu Médici, o 28º presidente do Brasil e o terceiro do período da Ditadura Militar, entre 30 de outubro de 1969 a 15 de março de 1974, foi criado o slogan Brasil: ame-o ou deixe-o, considerado uma pressão psicológica, uma clara ameaça de exilar os antagônico ao  regime ditatorial.

Neste mesmo período, precisamente no dia 21 de junho de 1970, logo após a Seleção Brasileira conquistar no México o tricampeonato mundial de futebol, foi criada a frase: Ninguém Mais Segura Este País, para comemorar a Semana da Pátria.

Segundo alguns historiadores, o Presidente Médici, foi o mais criativo e notável dos presidentes da Ditadura Militar, chegando a dividir seu governo em três áreas: militar, econômica e política.

Este fato, certamente, tenha sido o motivo deste general do Exército Brasileiro gozar, naquela época, de tanta simpatia e popularidade perante os governadores e prefeitos do Brasil, embora ele tenha passado para a história como um dos mais impiedosos generais a ascender ao cargo de presidente da república onde, nos porões da ditadura, matou um grande número de estudantes e intelectuais julgados como subversivos.

Porém, graças ao  intenso trabalho de marketing e publicidade do governo do presidente Emílio Garrastazu Médici, a maioria esmagadora do povo brasileiro, por falta de instrução educacional e, ainda, pela forte censura aos veículos de comunicação, o tinha como o “presidente que amava o Brasil” e “o presidente que aposentava os trabalhadores rurais através do FUNRURAL”, criado em 1971.

Praça Presidente Médici - Pão de Açúcar.  Foto: Reproduçao

 

E foi influenciado por este clima de brasilidade que, em junho de 1972, na praça central da Avenida Ferreira de Novais, em plena orla fluvial de Pão de Açúcar, foi aposto o busto do Presidente Médice e, no dia 31 de janeiro de 1973, foi inaugurada a Praça Presidente Médici, pelo prefeito Antonio Gomes Pascoal, cuja estátua e réplica dos Três Poderes são obras do escultor pão-de-açucarense João Lisboa.

Durante a gestão do prefeito Augusto de Freitas Machado, no período de 1º de fevereiro de 1973 a 31 de janeiro de 1977, a Praça Presidente Médici virou cartão postal da cidade, com distribuição gratuita aos visitantes ilustres, pelo então gestor municipal.

 

Praça Presidente Médici                                       Foto: Reprodução

 

Nesta época, moradores locais também adquiriam cartões postais que estampavam a imagem desta praça, para enviar aos entes queridos que moravam em outros centro urbanos. Geralmente estas fotografias eram produzidas por João Lisboa e pelos irmãos e fotógrafos Delson Ferreira e Marcos Ferreira.

Em 1989, com a morte do professor Ascânio Rodrigues Correia, membro da Maçonaria, que gozava de grande popularidade dentro do município, chegando a exercer o cargo de secretário municipal de Administração, na gestão do prefeito Elísio da Silva Maia (gestão: 01-02-1983 a 31-12-1988), e foi eleito vereador pelo MDB, integrando a bancada de apoio ao prefeito Elísio Sávio dos Anjos Maia (gestão: 01-01-1989 a 31-12-1992).

Com a sua morte, em 1989, o vereador Cícero Alves da Silva (Mangueirinha) apresentou o projeto de lei que substituiu o nome da Praça Presidente Médici por Praça Vereador Ascânio Rodrigues Correia.

Nesta ocasião, o vereador Etevaldo Alves Amorim (PC do B), fez um eloquente discurso em sua homenagem póstuma. Também é de autoria do então vereador Etevaldo Amorim a Emenda sugerindo que fossem preservadas as esculturas de João Lisboa, isto é, o busto do Presidente Médici, Os Candangos, As Conchas (conhecidas como “as duas bacias”).

É importante destacar que a Praça dos Três Poderes, em Brasília, inclui as esculturas Os Guerreiros, de Bruno Giorgi (mais conhecida como Os Candangos), considerado um símbolo de Brasília, e A Justiça, escultura de Alfredo Ceschiatti, em frente ao STF.

Já passados 29 anos da mudança de nome desta praça localizada na orla de Pão de Açúcar, o busto do general Emílio Garrastazu Médici permanece no mesmo lugar. Acredita-se que, com a conclusão da terceira etapa da obra de revitalização da orla fluvial de Pão de Açúcar, o busto do Presidente Médici vire peça de museu e, em seu lugar, seja aposto o busto do pão-de-açucarense Ascânio Rodrigues Correia, já que, ao contrário do general Médici, o “Professor Ascânio” era amigo dos estudantes.

Depois de 45 anos de espera, a tão sonhada revitalização da orla fluvial de Pão de Açúcar saiu do papel, graças à dedicação do prefeito Flávio Almeida da Silva Júnior (Dr. Flavinho).

A primeira etapa desta importante obra está sendo executada com recursos próprios da Prefeitura Municipal de Pão de Açúcar e a previsão para inaugurá-la é no fim do mês de dezembro deste ano. As duas outras etapas serão custeadas pelo Governo do Estado de Alagoas, em parceria com o Governo Municipal de Pão de Açúcar.

Depois de concluída, a orla fluvial da Terra de Jaciobá, tornar-se-á, certamente, um orgulho para os amantes deste Espelho da Lua, além de promover o aumento do fluxo de turistas nesta cidade banhada pelo Velho Chico.

Fonte: Livro História e Efemérides e Etevaldo Amorim.

 

Prefeito Antonio Gomes Pascoal...discursando.  Foto: reprodução

 

Qual o Significado Arquitetônico do Congresso Nacional?

Você sabe qual o significado dos "pratos" ou "bacias" ou "conchas" que formam a estrutura do Congresso Nacional em Brasília?
O conjunto de construções inclui duas torres de 28 andares ligadas no meio, formando um “H”. Ao lado de uma das torres, há uma cúpula convexa, maior, que representa a Câmara dos Deputados; ao outro lado, há uma cúpula côncava, menor, que abriga a sede do Senado Federal.
A simbologia do projeto de Niemeyer colocou o Congresso com o prédio mais alto da Praça dos Três Poderes, ou seja, a preponderância do poder do povo, por meio de sua representação. As duas conchas simbolizam o poder e a relação de contrapesos implícita no sistema bicameral. A cúpula convexa da Câmara, maior e chapada no alto, sugeriria que aquele plenário está aberto ao impacto direto de ideologias, tendências, anseios e paixões do povo. Já a cúpula côncava do Senado, menor, retrataria um local propício para reflexão, serenidade, ponderação, equilíbrio, onde são valorizados o peso da experiência e o ônus da maturidade.
A Concha da Câmara é virada para cima, pois representa o povo. O poder que vem de baixo para cima - os deputados representam a vontade do povo.
A do Senado é voltada para baixo, pois representa a vontade do Estado. O poder que vem de cima para baixo - os Senadores representam os Estados da Federação.

Fonte: http://meensinaestudar.blogspot.com.br/…/curiosidades-o-que…

 

 

Fotos: reprodução/Google

 

  

 

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