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Pão de Açúcar e seus dois grandes rios

Rebuscando a história desta plaga, com referência a alguns registros de assassinatos, posso afirmar, com base na minha concepção, que as terras de Pão de Açúcar, desde os primórdios, são banhadas por dois grandes rios.


Rios Negro e Solimões - Imagem meramente ilustrativa

Rios Negro e Solimões - Imagem meramente ilustrativa   Foto: Reprodução/Google

Postado em: 01/06/2019 às 14:56:06   /   por Helio Fialho

ARTIGO

 

 

O povoamento de Pão de Açúcar é datado de 1611, com gente branca e índios da Serra do Aracaré, estado de Sergipe.

Rebuscando a história desta plaga, com referência a alguns registros de assassinatos, posso afirmar que as terras de Pão de Açúcar, desde os primórdios, são banhadas por dois grandes rios.

O primeiro é o rio São Francisco, carinhosamente chamado de “Velho Chico”, que sempre contribuiu para o engrandecimento de seus moradores, influenciando no desenvolvimento econômico e social. E apesar de hoje se encontrar fragilizado e agonizando, o rio São Francisco significa vida e esperança para todos os filhos de Jaciobá.  

E o segundo ribeirão que passa serpenteando Pão de Açúcar é o “rio do Fuxico”, estando este muito vigoroso e jamais ameaçado de desaparecer, graças a muitos moradores desta plaga, que sempre estão a banhar-se em suas águas poluídas, além de deixarem ser arrastados por suas fortes correntezas.  

Diferentemente do Velho Chico, o rio do Fuxico, também conhecido como “Velho Fuxico”, ao invés de limpar o corpo dos que nele mergulham, contamina ainda mais a mente e a língua dos  indivíduos que ocupam as suas margens.   

E enquanto o rio São Francisco continua gerando vida, energia e, ainda, servindo de berçário para muitas espécies, o rio do Fuxico vem, ao longo dos séculos, gerando conflitos, inimizades e mortes, além de servir de berçário para algumas classes maléficas, conhecidas como mau-caráter, invejoso, caluniador, difamador, mentiroso, astucioso e afligidor da paz alheia.   

Ao passo que o rio São Francisco segue exibindo sua vasta extensão de areia clara, muito frequentada por banhistas, o “rio do Fuxico” exibe sua areia movediça, soterrando, assim, os agentes da comunicação deturpada, isto é, os fofoqueiros de plantão, que se modernizaram, adequando-se à era da informática – e hoje produzem e/ou reproduzem suas mentiras nas redes sociais em forma de  fake news.

Para os amantes de Pão de Açúcar, que sonham com dias melhores para esta comuna, é muito triste saber que é mais fácil o “Velho Chico” desaparecer do que o “Velho Fuxico” chegar ao fim, nesta plaga de Jaciobá, onde muita gente prefere  transformar  os bancos de praças e as redes sociais em roda de futrica, ao invés de frear a língua ou falar a verdade, olhando nos olhos do outro.  

 

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