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Psiquiatra morre e tem o corpo doado à universidade alagoana para estudos científicos

Tadeu Brandão Cavalcante Júnior morreu aos 42 anos e pediu para ter seu corpo doado para estudos científicos para a cura do câncer.


O psiquiatra Tadeu Brandão Cavalcante Júnior...

O psiquiatra Tadeu Brandão Cavalcante Júnior...   Foto: Reprodução/Cortesia

Postado em: 08/02/2019 às 16:48:35   /   por Helio Fialho

Numa época em que o egoísmo, a ambição e a falta de amor imperam no mundo e, por isso, cada vez mais são escassas as pessoas  que se preocupam com o futuro da humanidade, em Alagoas, um dos estados brasileiros marcados pela violência e pelos escândalos,  um fato inédito ocorreu contrariando as estatísticas sobre a crescente falta de amor:  a doação, para a universidade, com a finalidade de estudos científicos, do corpo do conhecido psiquiatra Tadeu Brandão Cavalcante Júnior, de 42 anos (ele  completaria 43 no dia 7 de março), que morreu na terça-feira passada (5), em consequência de câncer.

Quando detectou a doença, em junho de 2018, ele estava trabalhando no CAPS da cidade de Teotônio, como perito do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas.  Mesmo lutando contra a doença, o psiquiatra continuou trabalhando em seu consultório na Clínica Integra, localizada na Rua Íris Alagoense, próxima da Praça Centenário (Maceió) e só no dia 8 de janeiro deste ano, devido à piora no estado de saúde,  parou suas atividades laborais e veio a ser internado no dia 10.

Na companhia da esposa Karla Poliana de Barros, que é psicóloga, Tadeu enfrentou a doença e contou em todos os momentos com os cuidados da mulher que escolheu para amar “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença”.  

Ele nunca falava em morrer, porém, meses antes de falecer, durante um diálogo com a esposa sobre o destino do corpo, Tadeu Cavalcante revelou  que “um dia, quando ele morresse, queria que seu corpo fosse doado para fins de estudo à universidade”.

E assim sua vontade foi feita. O psiquiatra faleceu no último dia 5 e teve seu corpo doado para a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL). O velório do alagoano Tadeu Brandão Cavalcante Júnior foi realizado no Parque das Flores, onde recebeu as homenagens póstumas de familiares e amigos. Depois foi levado para ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), para ser doado à UNCISAL.

Segundo a viúva Karla Poliana, “as flores recebidas foram levadas pelos amigos e por mim para a Garça Torta e jogadas ao mar, por ser a nossa praia preferida”.

É importante destacar que o psiquiatra faleceu em casa porque, atendendo a seu pedido, os médicos do hospital onde ele encontrava-se em tratamento intensivo, o liberaram para internação domiciliar.

E na hora de sua partida para a Pátria dos Espíritos, em clima de muita emoção e romantismo, houve declaração de amor, expressão e beijo de despedida e o último abraço do casal enamorado, em celebração ao amor eterno.

“Nos minutos antes dele morrer, eu coloquei música, li para ele, falei sobre meus sentimentos e dos amigos, sobre o orgulho que ele era, e disse que, se ele quisesse partir, que fosse em paz. Ele me cheirou (como sempre fez), me beijou e com pouca força levantou o braço e colocou em volta do meu pescoço”, disse emocionada a viúva Karla Poliana à reportagem do Notícia Quente.

História como esta do psiquiatra Tadeu Brandão comove pessoas, exalta o amor e a solidariedade, quebra os grilhões do egoísmo, reacende uma luz no fim do obstruído túnel da fraternidade e revigora os estudos  científicos em busca da cura do câncer e de tantas outras doenças.

Que a história narrada pela viúva e psicóloga Karla Poliana de Barros, que é, também, doadora de órgãos, possa servir de exemplo para a humanidade, que marcha implacavelmente nos caminhos do individualismo e da descrença – porque o psiquiatra Tadeu Júnior, apesar de ter vivido apenas quatro décadas, tempo suficiente para pensar na coletividade e tornar-se um autêntico samurai da saúde mental e um grande, imortalizado mestre da humanidade que, sem conotação religiosa, aprendeu que o corpo humano é apenas o invólucro do espírito.

E por ter sido uma atitude rara, certamente sua lição de vida servirá de farol fulgurante para esta e futuras gerações.

Para quem não o conhecia, Tadeu Júnior também trabalhou como psiquiatra no CAPS Rostan Silvestre, CAPS Ad Harmony (em Alagoas);  no estado de Pernambuco trabalhou em Lagoa do Ouro, Garanhuns, Angelim e Iati.

O grande físico alemão Albert Einstein já dizia que “O verdadeiro valor de um ser humano é determinado pela sua capacidade de libertar-se de si mesmo”. E o iluminado psiquiatra Tadeu Júnior  viveu, libertou-se de si mesmo e se doou ao seu semelhante. (POR HELIO FIALHO)

 

 

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  • Veronica 23 de Março de 2021 Sem palavras pra distinguir um que Tadeu foi pra mim ele foi uma pessoa maravilhosa um bom psiquiatra sempre brincalhão brincava com todos seus pacientes em fim ele nos ensinou várias coisas importantes pra levar pra vida toda nos ensinou uma lisao e isso
    Veronica 23 de Março de 2021 Sem palavras pra distinguir um que Tadeu foi pra mim ele foi uma pessoa maravilhosa um bom psiquiatra sempre brincalhão brincava com todos seus pacientes em fim ele nos ensinou várias coisas importantes pra levar pra vida toda nos ensinou uma lisao e isso