Professor analisa processo que elegeu Teófilo prefeito e cita dificuldades do novo gestor
O professor de História, Thiago Abel Pantaleão, fez uma breve análise da eleição 2016 para o município de Arapiraca.

Fonte: Minuto Sertão/Arapiraca/Blog Paulo Marcelo
Foto: Divulgação
O professor de História, Thiago Abel Pantaleão, fez uma breve análise da eleição 2016 para o município de Arapiraca. O educador, que sempre dialoga com seus alunos sobre política local, entende que a nova gestão pode passar por dificuldades no início da gestão, sobretudo se não conseguir um bom diálogo com a Câmara Municipal e com o governo do Estado.
Abel falou sobre os motivos que podem ter garantido a eleição de Rogério Teófilo (PSDB), apesar do apoio que o candidato da situação recebeu da prefeitura, do governo do Estado e da grande maioria dos vereadores. Para o professor Abel, o discurso de mudança favoreceu a campanha de Rogério, sua proximidade com a Educação e por tabela com os professores.
“Rogério é um educador e como tal sempre tratou a questão com seriedade, isso fez diferença”, disse Abel.
Quando indagado sobre a relação entre o Executivo e o Legislativo e com o governo do Estado, Abel entende que será aparentemente difícil para o prefeito eleito lidar com os vereadores e com o governador Renan (PMDB) e cita os motivos.
“A formação da bancada, a partir do ‘chapão’ será um incomodo (que considero necessário) para o gestor. O segundo item é o diálogo que deverá ser buscado com o Palácio dos Palmares. Ficará visível (a partir do comportamento do governador) o ressentimento pela derrota do PMBD em Arapiraca ou a necessidade de dar sequencia ao bom programa de investimentos feito pelo governo em todo Estado”, destacou.
Abel Pantaleão visualiza que a primeira coisa que Rogério deve fazer em prol da Educação é ouvir a classe. Para o professor, o prefeito eleito deve fortalecer o Conselho Municipal de Educação e criar meios para que a secretaria seja mais atuante e mais realista na gestão tucana.
“Boas surpresas são esperadas e devem ser confirmadas nas pastas municipais. Se Rogério pretende racionalizar a máquina, como disse em campanha, deve de fato trabalhar com os vários profissionais que temos na cidade”, destacou.
Já sobre a nova formação da Câmara Municipal, o professor Abel destacou que no geral “temos uma legislatura mais fraca e menos representativa”.
“A renovação pregada por muitos não foi efetivada na prática. Alguns foram eleitos por pequenos grupos, sem dialogar com a sociedade de modo aberto. Creio que teremos ainda uma Câmara pequena diante das necessidades reais do município. Assistencialismo ainda foi a tônica do discurso para chegar ao parlamento municipal”, criticou Abel.


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