Prejuízos na economia de Alagoas podem chegar a R$ 640 milhões, diz Fecomércio
Economista disse que a situação é ruim tanto para o consumidor quanto para o empresário, já que ele não terá como abastecer as mercadorias.

Fonte: G1 AL
No Ceasa, alguns produtos são encontrados em baixa quantidade e qualidade Foto: TV Gazeta/Reprodução
Com problemas nas atividades comerciais nos últimos dias, os prejuízos econômicos em Alagoas podem chegar a R$ 640 milhões. A estimava foi feita pela pela Federação do Comércio de Alagoas (Fecomércio) nesta sexta-feira (25).
Segundo a Fecomércio, o valor calculado de prejuízo contabiliza 5 dias sem atividades nas áreas de comércio, serviços, indústria e agropecuária. A situação é reflexo da greve dos caminhoneiros, que bloqueiam rodovias em todo o Brasil, desde a segunda (20), por conta das altas no preço do diesel.
O assessor econômico da Federação, Felippe Rocha, explica que para chegar a esse valor milionário, ele projetou o PIB de Alagoas de 2015 para 2018.
“A partir desse processo é possível estimar a produção de riqueza diária no Estado. Obviamente, não podemos confirmar esse prejuízo, pois ainda há estoque de produtos e insumos em todas as cadeias produtivas”, explicou.
Na Companhia de Abastecimento de Alagoas (Ceasa), na parte alta de Maceió, os alimentos começam a faltar e algumas mercadorias, como a batata, estão sendo vendidas a preços mais elevados.
O economista disse ainda que a situação atual é ruim tanto para o consumidor quanto para o empresário, já que ele não terá como abastecer as mercadorias.
“Trata-se de um choque adverso inflacionário, ou seja, aumento de preços provocados pela falta de produtos. E como estamos em um mercado capitalista, o produto acaba sendo valorizado. O estoque é vendido por um preço maior para poder compensar”, disse.
Com isso, as pessoas buscam a estocar alimentos e combustíveis para se prevenir de possíveis aumento nos preços.
Ainda de acordo com o Felippe, mesmo após a paralisação, haverá prejuízo por parte dos produtos que compõem insumos industriais, isso porque a industria deixa de produzir e ofertar mais para o comércio local. "Essa distorção recai sobre o preço e o prejuízo temporário fica para o consumidor”, disse.
Reflexos
Além da falta de alimentos na Ceasa, a greve tem provocado outros reflexos no estado. Nesta sexta, o A infraero informou que o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmeres está sem combustível. Na o rodoviária de Maceió houve redução de 30% nas viagens pelo mesmo motivo. A situação é igual na empresa de ônibus de Arapiraca.


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