Prefeito Flavinho e primeira-dama Luciana Mariano recebem “romeiros do Padre Cícero” e fazem doações para a tradicional peregrinação a Juazeiro do Norte
Tradicionalmente, em Pão de Açúcar, a romaria tem início no dia 28 de outubro

Fonte: Ascom
Prefeito Flavinho e primeira-dama Luciana Mariano recebem “romeiros do Padre Cícero” e fazem doações para a tradicional peregrinação a Juazeiro do Norte Foto: Reprodução/Ascom Prefeitura de Pão de Açúcar
Nesta sexta-feira (27), o prefeito Flavinho Almeida e a primeira-dama Luciana Mariano receberam uma comissão de representantes dos “romeiros do Padre Cícero”, religiosos que viajam anualmente em peregrinação a Juazeiro do Norte, no estado do Ceará, numa demonstração de fé e devoção ao vigário que entrou para a história como o “Santo do Nordeste”.
Na oportunidade, o prefeito e a primeira-dama fizeram suas doações pessoais aos romeiros, que partiram, à noite, logo após a celebração da missa, com destino ao Horto do Padre Cícero, local onde estão a estátua, o Museu Vivo, a Igreja do Senhor Bom Jesus do Horto e a trilha de acesso ao Santo Sepulcro.
O prefeito Flavinho Almeida disse que, “na condição de católico e homem de fé, não poderia deixar de contribuir financeiramente com os romeiros”. Ao final do encontro, ocorrido na residência do casal, todos celebraram a ocasião com uma oração em favor de uma viagem abençoada.
Conhecendo o “Padim Ciço”
Cícero Romão Batista (Crato, 24 de março de 1844 — Juazeiro do Norte, 20 de julho de 1934) foi um sacerdote católico brasileiro. Na devoção popular, é conhecido como Padre Cícero ou Padim Ciço. Carismático, obteve grande prestígio e influência sobre a vida social, política e religiosa do Ceará bem como do Nordeste.
Em março de 2001, foi escolhido “O Cearense do Século” e em julho de 2012, foi eleito um dos “100 maiores brasileiros de todos os tempos”. Além de Prefeito de Juazeiro do Norte, também ocupou a Vice-Presidência do Ceará em 22 de julho de 1911.
No Sertão alagoano, geralmente no dia 28 de outubro, os romeiros viajam em comboio com destino a cidade de Juazeiro do Norte. No momento da partida dos romeiros, espocar de fogos anuncia a jornada. Durante a viagem eles rezam e cantam ladainhas devocionais ao Padre Cícero Romão Batista, sendo o “bendito” o cântico preferido dos peregrinos sertanejos.
Durante muitos anos os romeiros viajaram sentados sobre assentos desconfortáveis de madeira, que eram instalados na carroceria do caminhão (pau de arara), porém, com a criação de leis que garantem a segurança dos passageiros, o “pau de arara” foi proibido e, a partir das novas leis proibitivas, os romeiros passaram a viajar de ônibus e vans, tornando, assim, mais confortável e segura a longa viagem.
“ROMARIA A JUAZEIRO/BENDITO”
Bendito e louvado seja
A luz que mais alumeia.
Bendito e louvado seja
A luz que mais alumeia.
Valhe-me, meu padrinho Cícero
E a mãe de Deus das Candeias.
Valhe-me, meu padrinho Cícero
E a mãe de Deus das Candeias.
Porque caminho tão longe,
E cheio de tanto arrodeio?
Porque caminho tão longe,
E cheio de tanto arrodeio?
Valhe-me, meu padrinho Cícero
E a mãe de Deus das Candeias.
Valhe-me, meu padrinho Cícero
E a mãe de Deus das Candeias.
Os romeiros vem chegando
E é noite de lua cheia.
Os romeiros vem chegando
E é noite de lua cheia.
Valhe-me, meu padrinho Cícero
E a mãe de Deus das Candeias.
Valhe-me, meu padrinho Cícero
E a mãe de Deus das Candeias
Os anjos cantam no céu e no mar
Canta a sereia.
Os anjos cantam no céu e no mar
Canta a sereia.
Valhe-me, meu padrinho Cícero
E a mãe de Deus das Candeias.
Valhe-me, meu padrinho Cícero
E a mãe de Deus das Candeias.


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