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População de Pão de Açúcar continua sofrendo grandes prejuízos com a constante queda de energia elétrica

Certamente, se este problema estivesse ocorrendo em um país ou estado sério, já teria sido solucionado. Mas, infelizmente, está acontecendo no estado de Alagoas, Brasil. Isto é uma vergonha!


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Imagem ilustrativa   Foto: Reprodução

Postado em: 20/03/2017 às 20:30:04   /   por Helio Fialho

A queda de energia ou de tensão elétrica residencial, como é conhecida, um velho problema existente em Pão de Açúcar, vem causando muito desconforto e prejuízos à população, além de agravar-se a cada dia.

O problema acontece constantemente, principalmente à noite, danificando equipamentos elétricos: geladeiras, freezers, condicionadores de ar, televisores, rádios, computadores e tantos outros que dependem de uma voltagem adequada para o bom funcionamento.

A oscilação acentua-se, principalmente durante os horários em que o sistema de bombeamento da Adutora Pão de Açúcar, de propriedade da  CASAL, é acionado algumas vezes ao dia para abastecer os municípios circunvizinhos com água do rio São Francisco.

No hospital da cidade, nas residências, bares, restaurantes, supermercados, farmácias e outras casas comerciais, os prejuízos se multiplicam por causa da  oscilação na voltagem da rede elétrica.

Segundo informações, na Unidade Mista Dr. Djalma Gonçalves dos Anjos já ocorreram casos em que equipamentos de grande necessidade e indispensáveis à realização de exames e ao tratamento de saúde foram danificados por causa das constantes quedas que vêm tirando o  sossego da população.

Para muitos usuários este grande descaso é um misto de fatores, tais como: inoperância, irresponsabilidade, ingerência, ausência de vontade política, falta de respeito e inércia das autoridades competentes.

Diferentemente do estado de Sergipe, que é de 110 volts, a energia fornecida em Alagoas tem 220 de voltagem.  Contudo, as contínuas oscilações provocam simultaneamente quedas e aumentos bruscos que danificam com frequência equipamentos eletroeletrônicos em funcionamento.

A Rádio Jaciobá FM já soma enormes prejuízos, pois já ficou fora do ar por vários dias devido a a danificação dos transmissores e outros equipamentos pertencentes a emissora.  

Apesar de tantas reclamações já registradas, o problema continua a incomodar os moradores do município de Pão de Açúcar, que não se conformam com tamanho descaso.

Segundo informações técnicas, a queda de tensão acontece quando há alguma falha nas centrais de distribuição ou na subestação da localidade e, neste caso, a culpa geralmente é atribuída à incompetência da empresa distribuidora.

 

Audiência Pública

No dia 7 de abril de 2011, em Pão de Açúcar, aconteceu uma audiência pública promovida pela Câmara de Vereadores, da qual participaram diretores da ELETROBRAS, ARSAL, vereadores e  outros representantes de diversos segmentos da sociedade civil organizada, incluindo um grande número de usuários.

Na ocasião, os diretores da ELETROBRAS/CEAL prometeram acabar com os apagões e as oscilações de energia no município.

Em maio de 2014, a empresa chegou a instalar vários reguladores de tensão na subestação da cidade, principalmente para melhorar o bombeamento de água da Adutora da CASAL, porém, passados quase cinco anos, as oscilações continuam.

Espera-se das autoridades competentes, incluindo os gestores maiores da ELETROBRAS/CEAL, o prefeito e os vereadores, uma solução definitiva para este grave problema que há anos vem causando enormes danos aos pão-de-açucarenses.

Embora o caos seja ade responsabilidade da empresa fornecedora de energia, o prefeito e os vereadores de Pão de Açúcar precisam urgentemente buscar uma solução definitiva junto aos órgãos responsáveis, para extirpar  o velho problema que inferniza a vida da população. E uma nova audiência pública pode ser, neste momento,  a melhor alternativa para se discutir e encontrar uma solução definitiva para este grave problema. 

Certamente, se este problema estivesse ocorrendo em um país ou estado sério, já teria sido solucionado. Mas, infelizmente, está acontecendo no estado de Alagoas, Brasil. Isto é uma vergonha!

    

 

 

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