POLÍCIA

Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão na Secretaria da Saúde de Alagoas

Operação ocorre em Maceió/AL, Arapiraca/AL, Recife/PE, Paulista/PE, Aracaju/SE e Brasília/DF.


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  Fonte: G1 AL

PF/Imagem ilustrativa

PF/Imagem ilustrativa   Foto: Reprodução/Redes sociais

Postado em: 08/08/2017 às 07:09:58

Uma operação da Polícia Federal e a Controladoria Geral da União cumprem na manhã desta terça-feira (8), mandados de busca e apreensão na sede da Secretaria de Saúde (Sesau), na Avenida da Paz. A operação denominada Correlatos tem como objetivo apurar crimes ocorridos na Secretaria de Saúde do Estado de Alagoas nos anos de 2015 e 2016.

Ao todo estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Maceió/AL, Arapiraca/AL, Recife/PE, Paulista/PE, Aracaju/SE e Brasília/DF. Também estão sendo cumpridos 27 mandados de condução coercitiva expedidos em desfavor de funcionários públicos da Sesau e empresários do ramo de produtos médico-hospitalares. No total, 100 policiais federais e 10 auditores da CGU se encontram cumprindo as referidas medidas judiciais.

A PF apura um suposto esquema milionário de fraudes em licitações, com recursos do Sistema Único de Saúde, a partir de contratação de empresas com dispensa de licitação, fundadas no valor ou em situações emergenciais.

Segundo as investigações, o esquema consiste em fracionar ilegalmente as aquisições de mercadorias e contratações de serviços, de modo que cada contratação tivesse o valor menor ou igual a R$ 8.000, com o objetivo de burlar o regime licitatório. A partir daí, escolhem-se as empresas a serem contratadas e montam-se os processos com pesquisas de preços de mercado simuladas, com três propostas de preços de empresas pertencentes ao mesmo grupo operacional ou com documentos inidôneos.

As investigações apontam que os gestores da SESAU/AL não conseguiu prever que seria necessário comprar KIT’s sorológicos, bolsas para armazenamento de sangue, reagentes, cateteres venosos, seringas descartáveis e serviços de manutenção em equipamentos médico hospitalares, ou seja, não conseguiram licitar e adquirir de forma legal o que é mais básico numa unidade de saúde. Só para ter uma ideia, no O Hemocentro de Alagoas (Hemoal), foi necessário comprar emergencialmente bolsas para armazenar sangue.

Os levantamentos realizados a partir dos dados do Portal da Transparência do Estado indicam que a Sesau, durante os anos de 2010 e 2016, apenas mediante dispensas de licitação, cujos valores individuais foram menores ou iguais a R$ 8.000, contratou a importância total de R$ 237.355.858,91.

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