Polícia aponta que jovem foi brutalmente assassinada por fazer símbolo de facção
Oito suspeitos de ligação com o crime foram identificados e presos pela Secretaria de Segurança Pública

Fonte: Portal Gazetaweb - Por Por Hebert Borges e Regina Carvalho
Informações sobre o caso foram repassadas à imprensa nesta terça-feira Foto: Reprodução/FOTO: Ailton Cruz / Gazeta de Alagoas
Com apenas 22 anos de idade, Joyce da Silva Alves é a segunda mulher brutalmente assassinada em Alagoas em menos de 15 dias vítima da guerra entre facções. Após fazer o símbolo de uma facção rival em uma festa que participava, Joyce foi morta por dois homens e uma mulher. As informações sobre o caso foram repassadas à imprensa na tarde desta terça-feira (12), durante entrevista coletiva na sede da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP).
A investigação aponta que os suspeitos caminharam com Joyce durante duas horas em uma área de mata fechada no Village Campestre, em Maceió, onde ela foi estuprada e torturada. O grupo criminoso cortou seus cabelos com um faca e assassinaram com diversas pauladas, tendo, inclusive, o rosto desfigurado.
De acordo com a polícia, Joyce era usuária de drogas, mas, não pertencia, de fato, a uma facção, como suspeitavam os responsáveis pela morte da jovem. Logo após cometerem o crime, os suspeitos fincaram uma estaca em seu rosto e abandonaram o corpo, sendo localizado apenas após diligências policiais no Village Campestre.
Além dos suspeitos que detidos pela participação direta na morte, outros quatro - sendo dois deles adolescentes e duas mulheres-, foram presos por participação no crime. Segundo a investigação, estes quatro teriam participação na tortura e no estupro. Um oitavo suspeito responderá apenas por receptar um celular da vítima.

Delegados Thiago Prado e Fábio Costa são os responsáveis pelas prisões
FOTO: Ailton Cruz / Gazeta de AL
O inquérito policial que investiga a morte aponta que Joyce passou toda a manhã e o começo da tarde de domingo (10), sendo torturada e espancada. A violência sexual teria sido praticada por um dos adolescentes apreendidos pela polícia.
Ao apresentar o caso em coletiva à imprensa, o secretário de Segurança Pública, Paulo Domingos Lima Júnior, afirmou que as facções representam uma grande ameaça a soberania, apontando para a necessidade de ações pelo Estado brasileiro.

Secretário de Segurança Pública alerta para o risco das facções ao país
FOTO: Ailton Cruz / Gazeta de Alagoas
"Diante da situação em que estamos vivendo ou o país toma uma posição ou eles vão dominar o país todo", pontuou o secretário. Segundo o secretário, "as ações das facções estão tomando proporções que precisa ser entendidas pelas autoridades da Segurança Pública e, assim, tomar decisões no combate às facções criminosas".


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