PMs e bombeiros militares fecham rua no centro de Maceió durante mobilização por reajuste salarial
Categoria quer 10,67%, mas governo oferece 6%, escalonado em três anos: 3% em 2019; 1,5% em 2020 e 1,5% em 2021. Reunião entre as partes acontece na Seplag para tentar negociação.

Fonte: G1 AL
Militares montaram uma tenda na Rua Barão de Penedo, no centro de Maceió Foto: Reprodução/George Arroxelas/G1
Policiais e bombeiros militares fecharam a Rua Barão de Penedo, no centro de Maceió, nesta sexta-feira (13), enquanto aguardam o resultado de uma reunião entre representantes da categoria e do governo do estado para discutir reivindicações salariais.
A reunião, marcada para esta tarde, acontece na Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), localizada na rua bloqueada pelos militares. Segundo a organização do movimento, 1,5 mil pessoas aguardam a negociação do lado de fora.
Eles cobram a reposição salarial; o aumento com base no IPC relativo a 2015, que é de 10,67%; implantação da lei de promoções, que segundo a categoria, foi promessa de campanha; e ajustes das verbas de uniforme e alimentação. Os servidores dizem que esses dois últimos estão previstos em lei.
Negociam com a categoria o secretário da Seplag, Fabrício Marques Santos, e o secretário de Segurança Pública (SSP), coronel Lima Júnior.
O governo já adiantou que vai tentar com que os militares aceitem a proposta de aumento de 6%, escalonado em três anos, sendo 3% em 2019; 1,5% em 2020 e 1,5% em 2021.
Na última quarta (11), a categoria já havia feito um outro ato pelas ruas do centro. Os militares dizem que, se não houver acordo nesta tarde, vão iniciar esta noite a chamada Operação Padrão, que é quando eles ficam aquartelados, sem exercer as funções nas ruas.
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Reunião entre representantes dos militares e governo de Alagoas para discutir reajuste salarial (Foto: George Arroxelas/G1)
O diretor de comunicação da Associação de Bombeiros Militares de Alagoas (Abmal), major Burity, explicou que a categoria se sente enganada e escravizada. “Estamos aguardando há dois anos por esse diálogo. O pessoal está entusiasmado, porém magoado”.
Segundo o presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), Coronel J. Caldo, alguns militares já paralisaram os serviços, como é o caso da Força Tarefa.
“A Força Tarefa está parada em todo o estado, com viaturas paradas. Tivemos alterações no calendário porque havia a proposta de um ato no Porto de Maceió, mas uma decisão judicial barrou, e a retirada da brigada de incêndio do Aeroporto Zumbi dos Palmares. Mas estamos otimistas com a reunião”, justificou.
O secretário da SSP, contudo, afirmou que o reajuste de 10% é inviável e pede compreensão da categoria. “O aquartelamento não é bom para ninguém, até porque a mesa de negociação está sempre aberta. Esperamos resolver isso com a negociação”.
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Militares montaram uma tenda na Rua Barão de Penedo, no centro de Maceió (Foto: George Arroxelas/G1)


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