PM acusado de matar irmãos no Village vai a julgamento, decide juiz
Crime aconteceu em 2016 durante uma abordagem policial. Segundo acusação, Johnerson Simões Marcelino também vai responder por ferir militares de raspão.

Fonte: G1 AL - Por Roberta Cólen
Crime contra irmão e pedreiro aconteceu no dia 25 de março de 2016 Foto: Reprodução/TV Gazeta
O militar acusado de matar dois irmãos e um pedreiro durante uma abordagem policial no Conjunto Village Campestre II, em Maceió, vai a julgamento pelos crimes. A decisão é do juiz Geraldo Amorim da 9ª Vara Criminal da Capital e foi assinada no último dia 1º de novembro.
O réu Johnerson Simões Marcelino está preso. Ele estava acompanhado de outros PMs durante a abordagem. Segundo os autos do processo, os militares Luiz Fernando Alves da Silva e Ronald Allysson Dantas Lôbo foram atingidos de raspão pelos tiros disparados pelo réu.
Além das três mortes, o réu também vai responder pelos ferimentos a dois militares que participaram da ação e por lesão corporal a uma outra vítima, que se chama Micivan Pereira da Silva.
O crime aconteceu no dia 25 de março de 2016. Segundo a versão dos PMs que participaram da ocorrência, os irmãos Josenildo e Josivaldo Ferreira, de 16 e 18 anos, reagiram e houve troca de tiros. O pedreiro Reinaldo passava pelo local e acabou atingido. O Ministério Público contesta essa versão.
"Faz-se necessário, ainda, pesar sobre a questão da ocorrência de erro na execução. Para que se configure crime tentado, é preciso que o sujeito ativo tenha demonstrado clara intenção de atingir a vítima, somente não alcançando o fim desejado por circunstâncias alheias à sua vontade. Esse pré-requisito não se encontra na narrativa do fato quanto às vítimas Luiz Fernando Alves da Silva e Ronald Allysson Dantas Lôbo, as quais foram atingidas por disparos de arma de fogo, aparentemente no momento em que efetuados tiros contra as vítimas Josivaldo e Josenildo (vítimas pretendidas)", diz trecho da decisão.
A prisão de Johnerson Simões Marcelino será mantida.
" (...) segundo os indícios, o acusado deflagrou vários tiros contra dois indefesos jovens, após reação de, pelo menos, um dos jovens a uma abordagem truculenta de dois companheiros de farda do autor dos disparos, quando da suposta prática dos crimes de homicídio. Isto está devidamente demonstrado na decisão que decretou a prisão do acusado", diz o magistrado.


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