POLÍCIA

PM abre investigação após morte de paciente psiquiátrico em abordagem

Militares do 8° batalhão estavam lanchando, quando foram surpreendidos com a ocorrência, em Rio Largo


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  Fonte: Gazetaweb - Por Jonathas Maresia

Pedra que seria atirada pelo paciente psiquiátrico contra os militares que estavam na ocorrência

Pedra que seria atirada pelo paciente psiquiátrico contra os militares que estavam na ocorrência   Foto: Reprodução/Gazetaweb/Assessoria PC/AL

Postado em: 26/06/2023 às 15:33:52

A Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) abriu um procedimento interno para averiguar as circunstâncias que resultaram na morte de um paciente psiquiátrico, na noite da última sexta-feira (24), durante uma ocorrência policial na cidade de Rio Largo. O homem, que não teve o nome divulgado e estaria em surto, teria partido para cima de dois militares com uma pedra, sendo que um policial conseguiu se esquivar e outro não.

De acordo com a nota da PM, diante das circunstâncias, houve a necessidade do emprego da força por uma militar integrante da equipe. Os fatos narrados pelos militares, do 8° batalhão, descrevem que a guarnição estava no momento de intervalo para alimentação e jantava em um estabelecimento da região, quando percebeu a movimentação, ruídos e gritos de populares.

“(...) tratava-se de um indivíduo que, além de visivelmente transtornado, estava depredando um veículo estacionado nas proximidades. Prontamente, e com apoio de outras guarnições que chegavam ao local, a equipe interrompeu a refeição e verificou que se tratava de um indivíduo apontado como paciente psiquiátrico em possível surto. No momento em que os militares se aproximaram, o indivíduo percebeu a presença policial, tomou uma pedra de grande volume e partiu na direção de dois PMs – um deles conseguiu se esquivar. Mesmo alertado e recebendo voz de parada, o autor partiu em direção à policial feminina, que, no cumprimento do dever legal de cessar a ameaça, efetuou disparos no intuito de responder a agressão”, diz um trecho da nota.

Ainda de acordo com a nota enviada à imprensa, o comando da Polícia Militar esclarece, que, após ser atingido pela policial que seria agredida com a pedra, o paciente psiquiátrico foi socorrido pela guarnição e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Tabuleiro do Martins, em Maceió, mas entrou em óbito.

“A Corporação lamenta profundamente o ocorrido e afirma que um procedimento administrativo irá apurar minuciosamente as circunstâncias do caso, ratificando o direito a ampla defesa e ao contraditório dos envolvidos. De imediato, diante do trauma, a militar foi atendida por um médico especializado na própria UPA, mas já foi encaminhada para o Centro de Assistência Social da PM – onde passará por acompanhamento de Prevenção do Transtorno de Estresse Pós-Traumático”, conclui a nota.

Órgãos de controle acompanham o caso

O promotor que atua no caso, Ary Lages, informou que o órgão já acompanha as circunstâncias. "Estamos acompanhando o inquérito policial, dando o suporte necessário para que cheguemos à conclusão se, de fato, foi uma situação de legítima defesa ou não", disse.

Quem também acompanha o caso e vai emitir ofícios aos órgãos competentes é o Conselho de Direitos Humanos, na pessoa do presidente Magno Alexandre. Segundo ele, é preciso verificar não somente o ato de uma possível legítima defesa, mas se a PM tinha outras armas não letais com ela, como equipamento de choque elétrico ou bala de borracha.

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