JUSTIÇA

PGJ Márcio Roberto defende permanência de promotoras no cargo e pleno do TJ acata pedido da chefia do MPAL

Com a decisão, as duas promotoras passarão a fazer parte do quadro de membros efetivos do órgão ministerial.


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  Fonte: Com Ascom MP-AL - Por Janaína Ribeiro

Procurador-geral da Justiça, Márcio Roberto

Procurador-geral da Justiça, Márcio Roberto   Foto: Reprodução/Ascom MP-AL

Postado em: 18/05/2021 às 18:22:22

Após sustentação oral realizada, na manhã desta terça-feira (18), pelo procurador-geral de Justiça, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque, em defesa da efetivação no cargo das promotoras de Justiça Ana Cecília de Moraes e Silva Dantas e Shanya Maria de Espíndola Dantas, que estavam ocupando a função em sede de liminar, o pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas acatou os argumentos apresentados pela chefia do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL). Com a decisão, as duas promotoras passarão a fazer parte do quadro de membros efetivos do órgão ministerial.

Durante sua fala, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque destacou a qualidade da prestação de serviços realizada Ana Cecília de Moraes e Silva Dantas e Shanya Maria de Espíndola Dantas. “Desde quando assumiram o cargo, em 8 de novembro de 2019, as duas promotoras se dedicaram ao trabalho, exercendo com afinco e responsabilidade as atribuições nas promotorias para as quais foram designadas, ajudando a nossa instituição a promover justiça tanto na capital quanto no interior”, disse ele.

O procurador-geral de Justiça também explicou que, desde quando elas impetraram o mandado de segurança nº 0804859-68.2018.8.02.000 para assumirem os cargos, havia no Ministério Público do Estado de Alagoas 10 vagas a serem preenchidas, tendo, a instituição, convocado oito promotores, restando duas delas. “Existiam vagas disponíveis, o que permitiria as suas nomeações e nós recebemos suplementação orçamentária para essa finalidade. Só em razão desses dois motivos, elas já poderiam ingressar na carreira. E, para além disso, neste momento atual, o MPAL tem 16 promotorias de Justiça vagas, o que limita a nossa atuação em alguns municípios. Nessas localidades, por exemplo, a gente tem colocado membros substitutos, o que não é a mesma coisa de ter um promotor titular, que lá está todos os dias. Então, o nosso entendimento é que o MP de Alagoas precisa do trabalho das colegas Ana Cecília e Shanya”, argumentou o chefe do MPAL.

Outras movimentações processuais

Em paralelo, o procurador-geral de Justiça ainda lembrou que foi até o Supremo Tribunal Federal para desistir de um recurso que tramitava naquela Corte a respeito do mesmo tema, além de também ter ingressado com um pedido de desistência num agravo interno junto ao TJAL e que havia sido interposto pela administração anterior. 

Antes da sessão plenária desta terça-feira, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque já havia se reunido com o relator do mandado de segurança, desembargador Otávio Praxedes, detalhando todas essas informações, no sentindo de convencer o magistrado sobre a importância da permanência das duas promotoras de Justiça no quadro de membros do MPAL.

Ana Cecília de Moraes e Silva Dantas e Shanya Maria de Espíndola Dantas desempenham suas atribuições na 2ª Promotoria de Justiça de União dos Palmares e 39ª Promotoria de Justiça da Capital, respectivamente.

 

 

 

 

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