POLÍCIA

PF investiga corrupção e faz buscas na residência oficial de Witzel

Operação no Palácio das Laranjeiras investiga suspeita de esquema envolvendo servidores da Saúde na construção de hospitais de campanha devido à pandemia.


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  Fonte: Com Correio Braziliense - Por Philipe Santos

  Foto: Reprodução

Postado em: 26/05/2020 às 11:19:17

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (26/5), uma operação para investigar suspeitas de irregularidades na Saúde do Rio de Janeiro, durante a construção de hospitais de campanha devido à pandemia do novo coronavírus. A operação recebeu o nome de Placebo.

A ação é comandada pela PF em Brasília e foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além do Rio, 12 mandados de busca e apreensão também são cumpridos em São Paulo. Entre os alvos está o Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.
 

Também tem como alvo o escritório de advocacia da primeira-dama Helena Witzel, a casa em que o mandatário morava antes de assumir o governo Rio, no Grajaú, zona norte, e ainda no Palácio da Guanabara, sede oficial do governo fluminense.

Segundo a PF, há indícios de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do Estado do Rio de Janeiro.

Já em São Paulo, os agentes vasculham a sede da Organização Social IABAS, que celebrou contrato de R$ 850 milhões com o governo do Rio para implantação de hospitais de campanha no Estado.

 

Segundo a corporação, investigações iniciais da Polícia Civil, Ministério Público e Ministério Público Federal do Rio encontraram “elementos de prova”, que foram compartilhados com com a Procuradoria Geral da República e "apontam para a existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da Saúde.”

 

Witzel fala em interferência de Bolsonaro na PF 

Em nota, Wilson Witzel afirmou que a operação comprova a interferência do presidente Jair Bolsonaro no órgão. "A interferência anunciada pelo presidente da República está devidamente oficializada", alega o mandatário fluminense.

A acusação foi feita num contexto em que a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), por exemplo, deu a entender que sabia que a PF preprava operações contra governadores. "Estranha-me e indigna-me sobremaneira o fato absolutamente claro de que deputados bolsonaristas tenham anunciado em redes sociais nos últimos dias uma operação da Polícia Federal direcionada a mim, o que demonstra limpidamente que houve vazamento, com a construção de uma narrativa que jamais se confirmará", apontou Witzel.

Witzel nega que tenha qualquer envolvimento com os atos de corrupção. "Não há absolutamente nenhuma participação ou autoria minha em nenhum tipo de irregularidade nas questões que envolvem as denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal", afirma. "Estou à disposição da Justiça, meus sigilos abertos e estou tranquilo sobre o desdobramento dos fatos. Sigo em alinhamento com a Justiça para que se apure rapidamente os fatos Não abandonarei meus princípios e muito menos o Estado do Rio de Janeiro."

 

 

 

Escritório da primeira-dama também é alvo de operação da PF no Rio

A Operação Placebo, desencadeada nesta terça-feira (26/5) para apurar indícios de desvios de recursos públicos destinados ao atendimento do estado de emergência de saúde pública do coronavírus no Rio, também tem como alvo o escritório de advocacia da primeira-dama Helena Witzel. 

 

A Polícia Federal cumpre, na manhã desta terça (26/5), no Palácio Laranjeiras, mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao governo estadual do Rio de Janeiro. Agentes estão no Palácio Laranjeiras,residência oficial do governador Wilson Witzel, na zona sul da capital fluminense, na casa em que o mandatário morava antes de assumir o governo Rio, no Grajaú, zona norte, e ainda no Palácio da Guanabara, sede oficial do governo fluminense. x

Segundo a PF, há indícios de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do Estado do Rio de Janeiro. 

Agentes cumprem 12 mandados de busca e apreensão em endereços de São Paulo e no Rio de Janeiro. Já em São Paulo, os agentes vasculham a sede da Organização Social IABAS, que celebrou contrato de R$ 850 milhões com o governo do Rio para implantação de hospitais de campanha no Estado. 

As ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça - em razão das menções a Witzel, que tem foro privilegiado. Em nota, a Polícia federal informou que foram compartilhadas com a Procuradoria-Geral da República, dentro da investigação em curso no STJ, provas obtidas durante as investigações iniciadas no Rio de Janeiro pela Polícia Civil, pelo Ministério Público Estadual e pelo Ministério Público Federal. 

Até a publicação desta matéria, a reportagem não havia obtido o posicionamento dos citados. O espaço está aberto para manifestações. (Por Correio Brazilense - com Agência Estado)

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