PF diz que Secretaria falhou ao não combater irregularidades no transporte
Seduc foi alvo de operação da Polícia Federal devido a esquema de corrupção no transporte escolar; ao todo, sete servidores foram presos

Fonte: Portal Gazetaweb.com - Por Larissa Bastos
Polícia Federal cumpriu mandados em cinco cidades alagoanas Foto: Reprodução/Gazetaweb/Cortesia/PF
Após a divulgação de um esquema de corrupção envolvendo o transporte escolar em Alagoas, o delegado federal Jorge Eduardo Ferreira disse que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) falhou na fiscalização do serviço, visto que a baixa qualidade era notória e divulgada recorrentemente na imprensa. Uma operação da Polícia Federal prendeu 13 pessoas nesta terça-feira (10) devido às irregularidades. O titular da pasta desde o primeiro mandato do governo Renan Filho é Luciano Barbosa.
"Talvez tenha havido uma falha. Não falo do secretário em si, mas existe toda uma estrutura. Você não pode ser responsável por tudo o que acontece na sua casa, mas tem que ter a sensibilidade de entender que algo está errado. O que faltou foi a sensibilidade de perceber isso", disse o delegado, que concedeu entrevista coletiva à imprensa para falar sobre as investigações.
O delegado cita ainda a Comissão de Licitação. "Ela não percebeu a existência de elementos em comum entre várias propostas do processo licitatório, o que indicava uma fraude. Em vários momentos, pessoas que ocupavam funções importantes falharam no que deveriam fazer, no exercício de suas atividades, e o resultado final foi a precarização do serviço público".

Luciano Barbosa é o secretário de Educação desde o primeiro mandato do governo Renan Filho
FOTO: Felipe Brasil
Batizada de Operação Casmurros, a ação da Polícia Federal nesta terça-feira esteve nas cidades de Maceió, Arapiraca, Boca da Mata, Rio Largo e São Miguel dos Campos. Ao todo, 15 mandados prisão foram expedidos pela Justiça e 13 pessoas foram detidas. Dentre elas, sete servidores públicos da Secretaria da Educação e da Agência de Modernização da Gestão de Processos, que também foram afastados dos cargos.
O superfaturamento na execução dos contratos causou prejuízo estimado aos cofres públicos de R$ 8.515.467,60, mas que pode superar R$ 21 milhões. As investigações foram iniciadas no mês de abril, após uma fiscalização da Controladoria Geral da União, mas compreendem o período de 2017 a 2019.


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