POLÍTICA

Perdemos a eleição

Artigo escrito pelo escritor e presidente da Academia de Letras de Pão de Açúcar, Giuseppe Gomes


icon fonte image

  Fonte: Por Giuseppe Gomes

Bandeira do Brasil, de luto.

Bandeira do Brasil, de luto.   Foto: Reprodução/Redes Sociais

Postado em: 31/10/2022 às 08:49:22

Ontem, participando de um movimento político suprapartidário, conversei com pessoas de todos os tipos, gêneros e idades.

Uma neo-eleitora, que votou pela primeira vez este ano, declarou -se eleitora do descondenado, alegando sua inocência, que votou e votaria no "pai da pobreza" e argumentou a seu favor o orçamento secreto, as rachadinhas e os imóveis comprados à vista pela família do Bolsonaro.

Mais uma vítima da mídia tendenciosa, sem escrúpulos e partidária...

Outro jovem, morador da região agrícola da nossa cidade, argumentou que o molusco perdoou dívidas dos pobres e que o que hoje possui, foi "dado" por ele...

Não há como você argumentar com esse tipo de gente, que não tem percepção do que se passa à sua volta.

Sugiro que vocês assistam ao filme – antigo – "Irmão Sol, Irmã Lua",  para ver que já naquele tempo, a classe pobre já era vaticinada a assim permanecer para sempre.

A igreja, especialmente a católica, doutrinou, por muitos séculos, os seus seguidores, que "é mais fácil para o pobre entrar nos céus"...

Todos esses pensamentos agora afloram, com o resultado da eleição presidencial, polarizada e o País, infelizmente, dividido em classes ou categorias, por uma doutrinação que vem acontecendo sob as nossas barbas, há muito tempo...

Famílias que não se respeitam, filhos rebeldes, por nós criados com tudo de melhor do que podemos oferecer – "eu não tive, mas meu filho vai ter" – e professores, babás e a mídia, ensinando-os o caminho da destruição pessoal e familiar, do desrespeito à Pátria e aos homens e mulheres de bem.

Perdemos a eleição e tivemos um culpado de tudo isso: Jair Messias Bolsonaro!

Deixou de adotar medidas de força, inerentes ao seu cargo de Comandante-Chefe das Forças Armadas, quando percebeu que o carro do ovo estava governando o país, rasgando a Constituição.

Foi fraco, quando deixou que o Congresso Nacional acovardou-se e não chamou para si a prerrogativa maior de guardião da Carta Magna.

Não ouviu o conselho ofertado por um dos ministros do STF – "eleição não se ganha..."

Foi fraco no seu discurso, ao pensar que o povo pobre – que elege "qualquer coisa" vendendo votos –  quer saber de números da economia...

Foi fraco quando não agiu contra prefeitos e governadores que encheram os cofres, digo, bolsos, com o dinheiro da pandemia e guardaram as cestas básicas para comprar votos para o adversário.

Foi fraco ao "jogar nas quatro linhas", deixando "juízes e bandeirinhas" a marcar faltas e impedimentos.

Foi fraco, quando não derrubou a Globolixo há pelo menos dois anos antes – é a rede com mais penetração entre os menos informados...

Foi fraco ao montar sua equipe de campanha, querendo ganhar votos com beijos, quando - até políticos do mais baixo escalão – sabem que se ganha no tapa...

Foi fraco quando não exigiu sequer a apuração rigorosa da tentativa de homicídio sofrida por ele mesmo...

Enfim, se for enumerar os erros, vamos passar a noite escrevendo...

Entendam...

Não é o desabafo de um bolsonarista, pois não o sou...

Meu pensamento é de direita, pois através dos meus poucos estudos, cheguei à conclusão de que a esquerda sócio-comunista, nunca deu certo em lugar nenhum do mundo.

Perdoem-me pelo que vou dizer:

Pobres, especialmente os de espírito, não merecem mais, da minha parte, nenhum grão de arroz... Vão comer "Picanha", por um bom tempo!

Temos hoje, um país dividido: 103 milhões prá lá, 102 milhões prá cá. Estou dentre os últimos...

Ah! Elegemos a maioria no Congresso...

Daqui a alguns dias, estarão – com  raras exceções, lambendo as botas do descondenado!

Previnam-se: tranquem bem as portas, observem o comportamento dos seus filhos na escola e, sobretudo, não discutam com esquerdistas-comunistas: eles estão no poder.

Salve-se quem puder!

 

Comentários

Escreva seu comentário
Nome E-mail Mensagem