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Pais e Filhos - RELEXÃO

Somos todos filhos, às vezes, pais e mães!


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  Fonte: Texto de Giovanni Fialho*

  Foto: Reprodução/Google

Postado em: 15/09/2018 às 17:54:09

Somos todos filhos, às vezes, pais e mães!

Somos todos amados demais, como filhos. E, também, podemos ser amados por sermos pais e mães.

Agradeçamos a Deus por isso, pois, só o amor explica a dedicação com que somos tratados quando “crianças” e por uma vida inteira.

O carinho com que somos compreendidos quando “crianças” e por uma vida inteira.

O amor que nos é dado quando “crianças” e por uma vida inteira. E isso explica porque somos tratados por eles como eternas crianças.

O amor de pais e mães é e será sempre eterno.

Só o amor justifica o sorriso de felicidade quando damos os primeiros sorrisos, quando fazemos os primeiros “besourinhos”, quando damos os primeiros passos, ou mesmo, quando cometemos nossas primeiras estripulias.

Justificam-se no amor de pais e mães atitudes como:

Dar-nos banhos, trocar nossas fraldas, vestir nossas roupas, o cuidado ao sairmos à rua, a paciência em nos educar, os sorrisos quando nos sujamos todo de chocolate e/ou as meninas de batom... motivo para nos fotografar e filmar.

O tempo passa e nos propicia uma realidade dura e cruel, o tempo passa, a velhice chega, nossos heróis e heroínas envelhecem, tornam-se crianças novamente e, então, é chegado o momento de “inutilidade” deles.

Poucos são os filhos que compreendem que a vida é um carrossel e que esse carrossel gira e gira sem parar, e que, na infanto velhice deles é chegada a hora de retribuirmos todo o carinho, amor e atenção com que fomos tratados a vida inteira e, em vez disso, alguns filhos, por se acharem bem sucedidos na vida, abandonam seus pais em asilos e casas de idosos ou, simplesmente, suportam as suas presenças nas suas casas luxuosas, e, às vezes, nem tão luxuosas assim, embora os proíbam de se fazerem presentes quando recebem visitas por lhes causarem vergonha, às vezes, porque não tomaram o banho do dia, outras vezes, porque não estão bem vestidos. Não compreendem porque isso já nem importa tanto assim para eles. Esquecendo-se de que tantos banhos já lhe foram dados, tantas roupas lhe foram trocadas durante uma infância inteira e que nenhuma vergonha eles tinham em trocarem suas fraldas quando as sujavam na rua ou mesmo na presença de tantas pessoas nos consultórios médicos ou recepções de hotéis.

É claro que isso não é regra geral, apenas uma parcela que não se acha humano suficiente para retribuir o amor, o carinho e a dedicação com que foram tratados e na sua pequenez não consegue enxergar quão mesquinha são suas atitudes. Mas sigamos na vida e tenhamos a certeza de que o carrossel amanhã passará por nós e nos fará subir e viajar rumo ao desconhecido, onde nossos filhos, com base nos nossos exemplos, nos darão o mesmo tratamento que demos aos nossos pais.

Esta é uma reflexão sobre a importância de sermos bons filhos e procurarmos sempre sermos seres humanos melhores. Feliz daquele que ainda tem um pai ou uma mãe, mesmo que bem velhinha, porque nela se encontra a agapeza do amor divino, materializado num anjo de luz, que veio ao mundo para nos dedicar amor incondicional e puro.

 

* Membro da Academia de Letras de Pão de Açúcar - ALEPA

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