Padrasto de menino vítima de queimaduras tem passagem pela polícia e morava com a criança há um mês
De acordo com a mãe, apenas o homem, que é apontado como suspeito no caso, e o enteado estavam em casa, quando as lesões teriam acontecido

Fonte: Gazetaweb - Por Hebert Borges
Será apurado é se a criança foi vítima de violência sexual Foto: Reprodução/Gazetaweb
O padrasto do menino de dois anos, socorrido nessa terça-feira (18), em Maceió, vítima de queimaduras, tem passagem pela polícia, segundo o conselheiro tutelar Beto Loureiro, que acompanha o caso. Loureiro contou ainda que a mãe relatou ser usuária de drogas. A Polícia Civil está investigando o caso.
De acordo com o conselheiro, o homem e a mãe da criança mantinham relacionamento há cerca de três meses e estavam morando juntos há um mês. De acordo com a mãe da criança, apenas o padrasto e o menino estavam em casa, quando as lesões teriam acontecido. O conselho tutelar vai pedir que a mãe perca a guarda do menino, que deverá ficar com uma tia.
A versão inicial contada pela mãe, que já teria ouvido do padrasto, é de que o homem estaria cozinhando um ovo, quando a criança subiu em uma cadeira e derrubou a panela com água fervente no próprio corpo. Contudo, o conselheiro alerta que a criança tem hematomas em várias partes do corpo, e não somente queimaduras.
O atendimento à vítima e a descoberta do caso só foram possíveis após uma denúncia anônima feita à Polícia Militar. O conselheiro apura se a mãe foi ameaçada pelo homem para não denunciá-lo. Inclusive, segundo o conselho tutelar, há a suspeita de que o padrasto seja membro de facção criminosa.
Outro fato que será apurado é se a criança foi vítima de violência sexual. A maior parte das queimaduras na criança é nas nádegas e perto das partes íntimas. Devido às queimaduras, não foi possível realizar exames na criança, o que deve ser feito quando o quadro clínico evoluir.


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