POLÍTICA

Operação Sururugate: Deputados Edval Gaia e Severino Pessoa são indiciados

Suposto esquema criminoso realizou desvio de recursos da Assembleia Legislativa de Alagoas por meio de servidores fantasmas


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  Fonte: Gazetaweb, com TV Gazeta

Delegado Bernardo Gonçalves informou que deputados foram indiciados

Delegado Bernardo Gonçalves informou que deputados foram indiciados   Foto: Reprodução/TV Gazeta

Postado em: 28/11/2017 às 06:34:50

Os deputados estaduais Edval Gaia (PSDB) e Severino Pessoa (PSC), citados na investigação da operação Sururugate, não compareceram, pela segunda vez, à sede da Polícia Federal (PF) para prestar depoimento, nesta segunda-feira (27). 

Com isso, segundo o superintendente da Polícia Federal (PF) em Alagoas, o delegado Bernardo Gonçalves, os parlamentares foram indiciados pela participação no crime de peculato, desvio de recursos públicos de forma continuada.

"Um deles também será indiciado por associação criminosa, pois se identificou a formação de uma quadrilha com o intuito de desviar recursos públicos da folha de pagamento da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE)", explicou Bernardo. 

Com os dois deputados indiciados nesta segunda, subiu para quatro o número de suspeitos de envolvimento no esquema  de desvio de recursos da ALE. Outros sete devem ser intimados 


Ex-deputado Dudu Albuquerque prestou depoimento na sede da PF | Foto: Reprodução / TV Gazeta


O ex-deputado estadual Edwilson Fábio de Melo Barros, o Dudu Albuquerque, foi ouvido, nesta sexta-feira (24), na Polícia Federal. Um dos investigados na Operação Sururugate, ele prestou esclarecimentos sobre o esquema de desvios de dinheiro na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). 

Após o depoimento curto, o ex-parlamentar declarou que é inocente e que não cometeu nenhum crime. "Na verdade, fui ouvido por termo de declaração. Não tenho nenhuma participação. Estou há oito anos afastado das atividades políticas e, hoje, estou atendendo a um chamamento. Fui ouvido apenas como declarante", explicou Dudu Albuquerque. 

O delegado federal Daniel Silvestre, por sua vez, explicou que a suspeita da participação do ex-parlamentar diz respeito à contratação de uma servidora que trabalharia no gabinete de Dudu Albuquerque e que teria prestado serviços pessoais ao então deputado. "Poderia ter prestado serviço, por exemplo, de empregada doméstica. Estamos apurando se, de fato, ela prestou algum serviço enquanto assessora parlamentar à sociedade brasileira. Não se pode contratar e pagar um salário com dinheiro público sem que, efetivamente, haja uma contraprestação daquela pessoa para a sociedade", destacou.

As investigações da Polícia Federal apontam que, em três anos, foram desviados cerca de R$ 150 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa para o pagamento de funcionários cadastrados em programas sociais do governo federal. Ainda de acordo com informações do delegado, na próxima semana, outros dois deputados serão ouvidos. 

As investigações, segundo Silvestre, seguem em ritmo acelerado. "Alguns elementos que serão coligidos aos autos, além de documentação pendente de recepção pela polícia e de análise posterior, podem indicar outros crimes. Já há uma quantidade de indiciados e outros suspeitos que podem ou não vir a ser indiciados. Mas posso afirmar que as investigações já estão em fase final". 

 

 

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