Operação PIX: Ministério Público pede o afastamento dos 3 militares envolvidos no esquema de cobrança de propina
Uma audiência de custódia acontece na manhã desta terça-feira (14), e, caso sejam liberados, eles podem ser realocados para funções administrativas

Fonte: Gazetaweb - Por Clariza Santos
Material apreendido durante operação Foto: Reprodução
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) pediu o afastamento das funções ostensivas dos três militares envolvidos no esquema de cobrança de propina para liberar motoristas autuados por infrações no trânsito.
Nos documentos obtidos pela Gazetaweb referentes à Operação PIX, o Grupo de Atuação Especial às Organizações Criminosas (Gaeco) diz que, caso sejam soltos, eles não poderiam voltar a atuar ostensivamente em via pública.
Uma audiência de custódia acontece na manhã desta terça-feira (14). O MPE quer que, caso sejam liberados, eles sejam realocados para funções administrativas, da fase de instrução até o julgamento. O pedido de afastamento ainda será julgado pela Justiça.
Da polícia, dois cabos e uma soldado foram presos temporariamente. Outro homem também foi preso nessa segunda-feira (13).
Segundo a representação, dentre os diálogos, um que envolve o cabo que comandava a guarnição do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) - acusada de cobrar propina para liberar motoristas - e um homem que estava sendo vítima da extorsão. Na conversa, a vítima oferece acarajé como pagamento, mas o policial diz querer "papel'', ou seja, uma referência a dinheiro.
No começo dos trabalhos, os promotores investigaram duas guarnições do batalhão, a Rotran 1 e Rotran 2. De imediato, foi identificado que o titular da conta bancária para onde a propina era enviada não é policial militar, e que ele trabalha como corretor de planos de saúde e odontológicos.
A participação da Rotran 2, segundo a investigação, foi descartada, mas, em relação à Rotran 1, “foi possível obter fortes indícios de autoria e materialidade, sobretudo dos delitos de concussão."
Conforme consta nos documentos que a Gazetaweb teve acesso, os dois cabos foram presos em Maceió, um no Conjunto Jardim Royal, no bairro Cidade Universitária, e outro em um apartamento no bairro Ponta Verde. Já a soldado foi presa no Conjunto Belo Jardins, no bairro Boa Vista, em Arapiraca. Por fim, o preso - que não é militar - foi detido na Ponta da Terra, em Maceió.


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