O 'efeito dominó' que as explosões nas agências do Bradesco e Banco do Brasil vão provocar em Pão de Açúcar
Não basta construir unidades do Cisp e adquirir viaturas novas sem oferecer as devidas condições de trabalho aos policiais. Chega de propaganda enganosa!
Foto: Reprodução/Cortesia
Com as duas agências bancárias de Pão de Açúcar danificadas pelas explosões de dinamites – Banco do Brasil e Bradesco – a vida da população vai piorar ainda mais. Se o comércio da cidade já vivia agonizando, nesta sexta-feira (1º) foi dado o tiro de misericórdia.
Em se tratando de oxigenação financeira, o nosso município já não tem tantas alternativas e, a partir de agora, com estas duas agências impossibilitadas de movimentar dinheiro em espécie, o movimento no comércio vai ficar mais minguado.
A dinamitação feita pelos bandidos provocará o chamado “efeito dominó” na vida da população pão-de-açucarense. Sem dúvida, vários setores da sociedade, a curtíssimo prazo, sentirá as consequências desta ação aterrorizante e devastadora, sendo as principais: uma brusca redução de circulação de moeda no comércio local; queda nas vendas; lojas falindo; elevação da taxa de desempregados dentro do município, dentre outras.
Portanto, um dos setores mais prejudicados com a indisponibilidade de dinheiro nos caixas das duas agências bancárias é a economia local porque o "comércio ficará prestes a receber a extrema unção".
E sem os serviços bancários, os moradores são os que mais sofrem, inclusive terão que percorrer mais de 30 quilômetros para a agência mais próxima, na cidade vizinha, para fazerem seus saques. E isso significa que farão suas compras por lá mesmo, o que é extremamente lamentável.
Cisp de Pão de Açúcar...porta de vidro destruida a tiros pelos bandidos...
Um problema de segurança pública
Não podemos deixar de enxergar que este grave problema é o resultado da falência da segurança pública brasileira e, focando em nosso estado, é o resultado da precariedade da segurança pública de Alagoas.
De nada vai adiantar se o governador constrói centros integrados de segurança pública (CISP) nas cidades e não oferece as devidas e indispensáveis condições para os policiais trabalharem com eficiência.
É oportuno dizer que as unidades policiais (CISP) possuem uma estrutura de extrema fragilidade, isto é, foram construídas com placas de concreto pré-moldadas e com algumas paredes revestidas de gesso. Neste caso, em se tratando de centro de segurança pública, o lógico seria construir o prédio de alvenaria. Lamentavelmente, isso não está acontecendo em Alagoas.
Sobre o CISP de Pão de Açúcar, no momento em que bandidos fortemente armados alvejavam as viaturas e o prédio, os pouquíssimos policiais que se encontravam de plantão tiveram que buscar proteção dentro de uma cela, onde ficaram escondidos para não ser alvejados porque a cela é o lugar menos frágil do prédio da polícia. O prédio teve a porta principal destruida a tiros pelos bandidos e só não invadiram a unidade porque não quiseram matar os policiais. A cena seria cômica se não fosse trágica.
De tanta fragilidade na estrutura física da unidade, pode-se comparar o CISP a um sepulcro caiado, onde fica exposta somente a beleza externa, porém, por dentro...
O governador precisa entender que os policiais não são robôs. Eles são trabalhadores, pessoas com vida e família e, portanto, precisam trabalhar em uma unidade segura e não em um prédio que “com o sopro do lobo mau venha a ser desmanchado”.
Dias atrás a televisão mostrou alguns prédios do CISP recém-construídos em Alagoas, com as paredes rachadas e a estrutura praticamente comprometida. E a situação do CISP de Pão de Açúcar não é diferente, pois algumas paredes da unidade já estão rachando, apesar de ter sido inaugurado pelo governador, em 17 de fevereiro de 2018. É importante dizer que o CISP pão-de-açucarense foi a décima segunda unidade a ser inaugurada pelo governador Renan Filho.
Em Pão de Açúcar, durante ação dos bandidos durante a madrugada de sexta-feira (1º), quem sofreu maior humilhação foi a Polícia: o prédio do CISP e as viaturas foram demoradamente alvejados por disparos de arma de grosso calibre e os policiais de plantão tiveram que desesperadamente correr para dentro de uma cela, onde ficaram escondidos até o momento em que os bandidos deixaram a cidade. É o absurdo dos absurdos os policiais que são responsáveis pela segurança da população estarem desprovidos de segurança para trabalhar.
Esta crítica não está sendo feita aos policiais porque eles não são merecedores. Pelo contrário, os policiais, assim como a população, são vítimas, também, do descaso do poder público. A crítica está sendo direcionada a quem manda na polícia.
Portanto, já está na hora de pensar na segurança pública com mais seriedade. Deixar de fazer tanta propaganda enganosa, verdadeira lavagem cerebral midiática, objetivando unicamente se reeleger.
Já está na hora de acabar com essa farsa: O Governo de Alagoas faz de conta que oferece segurança pública e a população finge que está segura.
O povo está de olho!


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