O Brasil das mazelas vive sob o domínio de criminosos e da anarquia generalizada
A cultura da corrupção valoriza presidiários e desvaloriza estudantes
Foto: Divulgação
O que esperar de um Brasil onde um presidiário vale treze vezes mais que um estudante? Como apostar no futuro de um País onde a cultura predominante é a da corrupção? Estas inversões de valores não acontecem em nenhum país sério.
No “País dos absurdos”, enquanto um preso custa R$ 2.400,00 por mês, um estudante do ensino médio custa R$ 2.200,00 reais por ano. Esta constatação foi feita pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia.
No estado de Alagoas, precisamente no Presídio do Agreste, localizado na zona rural do município de Girau do Ponciano, um preso custa mais de R$ 3 mil reais, segundo constatou o Mutirão Carcerário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizado no dia 6 de dezembro de 2013.
Logo em Alagoas, o estado que vem colecionando vergonhosos indicadores sociais, um preso custa mais caro que em outros estados?! Enquanto isso, na tão saqueada “república das Alagoas”, diversos cursos do PRONATEC, por falta de prioridade, fecharam antes mesmo de ser concluídos, deixando a ver navios milhares de matriculados precisando de qualificação profissional.
Neste País em que a pilantragem é igual a erva daninha, um presidiário vale mais que um professor, pois na maioria dos municípios brasileiros, em especial, nos municípios alagoanos, o professor ganha menos de R$ 2,4 mil reais.
Segundo publicou o Ministério da Justiça e Cidadania, em 26 de dezembro de 2016, a população penitenciária brasileira chegou a 622.202 pessoas em dezembro de 2014. O perfil socioeconômico dos detentos mostra que 55% têm entre 18 e 29 anos e 75,08% têm até o ensino fundamental completo.
Segundo o estudo, o Brasil conta com a quarta maior população penitenciária do mundo, atrás apenas de Estados Unidos (2.217.000), China (1.657.812) e Rússia (644.237), porém, nestes três países mencionados, os presos não mandam nos presídios porque não existe nenhum esquema de corrupção.
Um país que não prioriza a educação está fadado a investir na construção de presídios e em programas de assistência a criminosos, além de tornar-se campeão em rebelião de presos. Aliás, o Brasil se encontra hoje dominado por bandidos de todas as estirpes, onde os mais perigosos são os do colarinho branco.
Infelizmente, em nosso País, os criminosos estão superlotando os presídios, os palácios, as esplanadas, as praças e as ruas, sendo a população suas maiores vítimas.
E enquanto escândalos de corrupção continuam vindo à tona, a saúde pública permanece um caos, sendo a principal causa a falta de investimentos no setor, o que provoca a ausência de médicos, equipamentos e remédios nos hospitais e postos de saúde da rede pública e, também, o reaparecimento de doenças já consideradas erradicadas no Brasil, como é o caso da febre amarela que, segundo o Ministério da Saúde, apareceu pela primeira vez em Pernambuco, no ano de 1685, tendo sido registrada a última ocorrência de febre amarela urbana, em 1942, no Acre.
Atualmente surtos desta doença estão ocorrendo em Minas Gerais, São Paulo e outros estados do sudeste, resultado da deficiente política de prevenção de doenças no País.
Na realidade, o que estamos vendo no Brasil é um quadro de indecência e anarquia em processo de metástase, isto é, vírus, bactérias, parasitas e as células cancerosas da imoralidade atingindo as instituições públicas.
E os eleitores são os maiores culpados por este descaso generalizado que atinge este “gigante deitado eternamente em berço esplêndido”, pois continuam elegendo políticos pilantras, delinquentes e inescrupulosos camuflados de manso cordeiro, porém, na verdade, eles não passam de traiçoeiros lobos devoradores.
Estudamos a História do Brasil e aprendemos que o português Joaquim Silvério dos Reis Montenegro Leiria Grutes fez a delação dos inconfidentes mineiros, incluindo Tiradentes e, por este motivo, o “Mártir da Independência” foi preso, enforcado e esquartejado por causa deste traidor.
Nos dias de hoje, por terem mergulhado a estatal “orgulho nacional” (das cores verde e amarela) na lama da corrupção política e no descrédito internacional, considero os maus políticos e executivos que roubaram a PETROBRAS, autênticos traidores da Pátria e, por isto, precisam ser punidos severamente – porque são piores que Joaquim Silvério dos Reis!
Sabemos que o momento é de extremo sacrifício para a nação brasileira, pois grandes e perigosas crises atingem o Brasil. Entretanto, a crise moral é a mais grave de todas as crises que castigam “este povo tão gentil” – porque tem origem na falta de vergonha na cara, no mau-caratismo, na desonestidade, no desrespeito, no egoísmo e na ambição de uma casta que deveria dar exemplo e ser referência de moralidade.
Para sorte dos tais que conspiraram contra a Pátria e locupletaram usurpando o dinheiro da Petrobras e de outros órgãos e empresas públicas, a Carta Magna Brasileira, no Artigo 5º, inciso XLVII, não admite pena capital, prisão perpétua e expatriação. Esta benevolência constitucional é considerada cláusula pétrea, isto é, disposição que não pode ser alterada por meio de emenda à Constituição.
À luz da justiça popular, o melhor julgamento a esses malfazejos precisa ser através do voto. Só a resposta das urnas poderá condenar perpetuamente os prepotentes e arrogantes políticos que se acham poderosos e inatingíveis.
Povo brasileiro, mostre a sua força! Viva a democracia e renegue a anarquia generalizada que assola impiedosamente este País!


Comentários
Escreva seu comentário