Nem tudo que reluz é ouro – prefiro observar atitudes naturais e gestos simples, pois os considero o Raio X do caráter e da alma.
É bom não esquecer que o amigo do político é o poder e que o prestígio do eleitor acaba quando encerra a eleição. Neste caso, faça como faz a coruja – fique de olho!!!
Coruja com os olhos bem abertos... Foto: Reprodução/Google
Para construir uma boa amizade não levo em consideração alguns critérios tão usuais na sociedade, tais como: roupa de marca, carrão possante, casa de luxo, cargo importante e muito dinheiro no bolso. Estas coisas não me causam impressão porque podem ser frutos da desonestidade e de esquemas imorais de quem as possui. Por isso, aprendi a não ficar impressionado à primeira vista com pessoas.
Em se tratando de ser humano, procuro enxergar a essência, que não pode ser encontrada nos bens materiais que o indivíduo possui. Também não fico impressionado com conversa bonita. Prefiro observar atitudes naturais e gestos simples, pois os considero o Raio X do caráter e da alma.
Na minha fatigante caminhada pelas estradas da vida, tenho extraído ricas lições de pessoas muito simples, até mesmo de retirantes e mendigos que perambulam nas ruas da minha cidade e em outras localidades por onde ando.
Aprendi que nem tudo que reluz é ouro e que há pessoas que aparentam ter boa índole, porém, muitas vezes, não passam de sepulcros caiados. E isso, no mínimo, é muito decepcionante para os que nelas depositaram confiança.
Na minha jornada pela vida, tenho visto pessoas ambiciosas, egoístas, individualistas, oportunistas, as quais só estão preocupadas com o próprio umbigo. Esses espectros de gente são escravos da própria ambição insana e não conseguem enxergar nada que esteja um palmo a frente do próprio nariz, esquecendo que cargo e posição social são efêmeros e ilusórios.
Uma pessoa que ocupa um cargo público de destaque e deixa o poder subir à cabeça, a ponto de desconhecer a família e os amigos, só pode estar desconectada da realidade da vida. Não sabe ela que cargo público, status e bens materiais são coisas que não são transportadas para o outro lado da vida, isto é, não se pode carregar no caixão.
Também convivi com pessoas que, quando estavam desprovidas de cargo público e de poder político, demonstravam ser possuidoras de muita humildade, grande simplicidade e dedicavam muita atenção às pessoas, porém, ao ascenderem na política, tornaram-se arrogantes, prepotentes, debochadas, desatenciosas, cínicas e ambiciosas, a ponto de implantarem um trono na própria barriga e, assim, esqueceram os aliados de outrora e os antigos companheiros de luta.
Essas pessoas desprezaram valores morais e preferiram nutrir o ego com os frutos da ambição insana e, por isso, só pensaram em juntar bens materiais, enquanto desfaziam importantes e sinceras amizades. Talvez, esses pobres de espírito nunca tenham escutado e, se escutaram não ouviram com a alma, a “Canção da América”, do extraordinário cantor e compositor Milton Nascimento. “AMIGO É COISA PARA SE GUARDAR... DEBAIXO DE SETE CHAVES... DENTRO DO CORAÇÃO...”
Na minha passagem pelo planeta dos terráqueos carrego comigo alguns princípios e acredito jamais abrirei mão de alguns conceitos de vida.
Aprendi com o tempo que, por causa de política partidária, não vale a pena se indispor e arranjar inimizade com alguém, pois já está provado que o amigo do político é o poder. E partindo desta realidade, tenho dito e provado que “os adversários de hoje serão os aliados de amanhã; os aliados de hoje serão os adversários de amanhã”. Portanto, é ilusório pensar o contrário.
Tenho percebido pessoas que foram praticamente esquecidas, abandonadas, pelos que se acham líderes políticos, logo após as eleições de outubro de 2016, e hoje, novamente, estão sendo procuradas porque este ano vão ser realizadas as eleições para governador, senador, deputado federal e deputado estadual – e pelo fato desses políticos estarem precisando de seu voto e dos votos de sua família, eles fingem que lhe valorizam porque estão precisando de seu apoio.
Tem até político que apronta com determinado eleitor, sequer tem a consideração de fazer uma ligação para pedir desculpas ou até mesmo fazer uma saudação em datas especiais e, ainda, tem a cara de pau de querer exigir perpétua fidelidade eleitoral, imaginando que o eleitor é “gado ferrado” e mercadoria eleitoreira.
Bom mesmo é ficar de olhos bem abertos para os tais, pois as eleições passarão e amnésia dos inescrupulosos voltará. É bom não esquecer que o amigo do político é o poder e que o prestígio do eleitor acaba quando encerra a eleição. Neste caso, faça como faz a coruja – fique de olho!!!


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