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MTE flagrou 90 trabalhadores em condições análogas às de escravo em 2018 em AL

Levantamento divulgado nesta quinta (18) faz balanço de janeiro a outubro.


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  Fonte: G1 AL

Feira Grande, Alagoas, registrou todos os 90 flagrantes de trabalhadores encontrados em condições análogas às de escravo no ano de 2018

Feira Grande, Alagoas, registrou todos os 90 flagrantes de trabalhadores encontrados em condições análogas às de escravo no ano de 2018   Foto: Reprodução/TV Gazeta

Postado em: 18/10/2018 às 20:02:10

Alagoas teve 90 casos de trabalhadores encontrados e resgatados de condições análogas às de escravo neste ano. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que divulgou nesta quinta-feira (18) um balanço com dados de janeiro à primeira quinzena de outubro.

O levantamento apontou que apenas dois estabelecimentos foram fiscalizados no estado durante o ano, as casas de farinha em Feira Grande, no Agreste, onde foram encontrados desde idosos a adolescentes trabalhando em situação degradante.

À época, o Ministério havia divulgado que resgatou das casas de farinha 87 trabalhadores, mas o número foi atualizado.

As fiscalizações no estado acontecem desde 1995. Em 2008, foi registrado o maior número de flagrantes, quando foram resgatados 656 trabalhadores exercendo mão de obra análoga à escravidão. Este é o número mais alto registrado em Alagoas até o ano atual.

Outros flagrantes aconteceram nos anos de 2011 e 2012, mas em número menor, com 51 e 43 trabalhadores resgatados, respectivamente.

Os municípios onde houve flagrante nestes anos foram:

 

  1. Rio Largo
  2. Feira Grande
  3. União dos Palmares
  4. São Miguel dos Campos
  5. Penedo
  6. Colônia Leopoldina
  7. São Luís do Quitunde
  8. São José da Laje
  9. Roteiro
  10. Flexeiras

As denúncias de trabalho análogo ao de escravo podem ser feitas na sede Ministério do Trabalho, em Maceió, e também por meio do Disque Direitos Humanos (Disque 100).

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