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MPE pede que mãe que jogou filha contra carro não visite criança

Ocorrência foi registrada no domingo, 8, no Benedito Bentes; menor está em abrigo e mãe foi solta pela Justiça


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  Fonte: Gazetaweb - Por Greyce Bernardino*

MPE

MPE   Foto: Reprodução/Gazetaweb

Postado em: 13/01/2023 às 13:18:03

O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) emitiu parecer pela continuidade do acolhimento institucional da criança de três anos supostamente agredida pela mãe, de 50 anos. O MPE também propôs que, por enquanto, não seja autorizada a realização de visitas da mulher à criança. A menina encontra-se acolhida desde o dia 8 de janeiro deste ano, quando o caso foi registrado.

De acordo com o processo, a mulher teria agredido a criança e, em seguida, arremessado-a em direção à rua, em cima de um carro que passava pelo local, no Benedito Bentes, na parte alta de Maceió, durante a agressão.

A mãe foi presa em flagrante, apresentando sinais de embriaguez. Entretanto, na segunda (09), a Justiça de Alagoas decidiu pela soltura da mulher, mediante medidas cautelares, a exemplo da proibição de mudar de domicílio sem comunicação.

“A criança já está acolhida. O Ministério Público emitiu um parecer e, agora, a Justiça vai decidir se mantém ela acolhida ou não. Geralmente, mantém até acharem família extensa apta para ficar com a guarda da criança”, relata o promotor de Justiça Gustavo Arns.

Ele informou também que uma mulher apresentou-se como irmã da criança e registrou interesse em ter a guarda da menina. Como não há no processo documentos de identificação da criança, o promotor pontua que não é possível confirmar se esse vínculo familiar entre a vítima e essa suposta irmã é verdadeiro.

Parecer

No parecer, o Ministério Público ainda solicita que o abrigo onde está acolhida a menina elabore o Plano Individual de Atendimento, que é um instrumento que auxilia no planejamento do trabalho a ser desenvolvido pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS). O Plano tem como objetivo a reintegração familiar dessa criança.

O MPE também solicita que a equipe técnica multidisciplinar do juizado responsável pelo caso realize um estudo social com a suposta irmã, para verificar se a relação de parentesco é real e, com isso, promover a inserção da criança no contexto familiar.

*Com assessoria

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