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MP-AL investiga suspeita de fraudes em dados de prefeituras sobre números de vítimas das chuvas

Inicialmente eram 39 mil pessoas. Na última terça-feira (6) caiu para 7.600 e, nesta quarta, número é de apenas 1.348 desabrigados e desalojados.


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  Fonte: G1 AL

Durante reunião, novo número de vítimas foi apresentado

Durante reunião, novo número de vítimas foi apresentado   Foto: Reprodução MP-AL

Postado em: 07/06/2017 às 21:29:03

O Ministério Público vai investigar divergências nas informações apresentadas pelas prefeituras que decretaram situação de emergência após as chuvas que ocorreram em maio em Alagoas.

Após reunião de representantes do MP e da Defesa Civil nesta quarta-feira (7), foi constatada mais uma redução no número de desalojados e desabrigados. Agora, são 1.348 vítimas, valor bem diferente das 39 mil pessoas. iniciais.

Na última segunda-feira (6), a Defesa Civil já havia informado que a quantidade de atingidos tinha caído para 7.600 pessoas.

O novo valor surpreendeu os promotores das 27 cidades que se reuniram na tarde desta quarta-feira (7) com o coordenador da força tarefa do MP, José Antônio Malta Marques.

O ministério suspeita que as prefeituras tenham superfaturado o número de pessoas afetadas pelas chuvas para receber um repasse maior de recursos.

“Foram variadas situações em que os dados fornecidos por alguns municípios não eram coincidentes com a realidade. Então tivemos municípios, para você ter uma ideia, que foram indicados no FID [Fórmulário de Informação de Desastre] 500 desabrigados, e não tinha nenhum desabrigado sequer”, falou o promotor Jorge Dórea.

A Defesa Civil informou que a verba federal de R$ 13 milhões que seria destinada ao amparo de desabrigados e desalojados não será mais utilizada.

A Secretaria de Comunicação do Estado confirmou que, de fato, todo o dinheiro que seria destinado aos municípios alagoanos pelo Governo Federal será devolvido.

Pelo novo relatório, os municípios que tiveram maior queda no número de vítimas foram Marechal Deodoro, São Luís do Quitunde, São Miguel dos Campos e Viçosa.

Outro fato que chamou atenção foi que oito cidades não apresentam mais nem desabrigados nem desalojados.

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