CULTURA

Mostra '–Nonada.' chega ao Complexo Cultural Teatro Deodoro, em Maceió

São cerca de cerca de 60 desenhos feitos a mão com carvão, grafite, giz, pigmentos secos, argila, pólvora, papel e lixa em um papel simples.


icon fonte image

  Fonte: G1 AL

Exposição Nonada tem cerca de 60 desenhos feitos com carvão, giz, argila, gesso, pós xadrez em um papel simples

Exposição Nonada tem cerca de 60 desenhos feitos com carvão, giz, argila, gesso, pós xadrez em um papel simples   Foto: Juliana Pessoa/Divulgação

Postado em: 10/05/2018 às 23:40:37

A vmostra '–Nonada.' chega a Maceió e será exposta nesta quinta-feira (10), às 19h, no Complexo Cultural Teatro Deodoro, no centro da capital. A entrada é gratuita.

As obras são da artista Juliana Pessoa e ficará em cartaz no complexo até o dia 30 de junho. Os interessados podem visitar a mostra de segunda a sábado, das 8h às 18h; às quartas, das 8h às 20h; e aos domingos e feriados, das 14h às 17h. A curadoria é do professor da Universidade do Espírito Santo, Fernando Pessoa.

Com cerca de 60 desenhos feitos a mão com carvão, grafite, giz, pigmentos secos, argila, pólvora, papel e lixa em um papel simples, a exposição tem o objetivo de transmitir o valor por trás desses objetos.

“A palavra 'Nonada' indica uma coisa pobre, pequena, sem valor e, o interessante é que, muitas vezes, essas coisas têm muito mais valor do que a gente realmente considera. A palavra busca uma conversa com essa questão da coisa que é pobre, indigente, precária, mas que tem um potencial de reflexão, de criação, de vigor muito grande”, explica Juliana.

Além disso, a exposição tem como objetivo contribuir com a educação dos estudantes que visitarem a mostra, já que, segundo a Juliana, um material específico foi preparado para as escolas a fim de fazer com que os professores trabalhem a exposição em sala de aula, buscando materializar a experiência, destravar o olhar e o pensamento dos alunos para criar uma conexão entre imagem, olho, pensamento, experiência e sentimento.

“A exposição trabalha com uma série de fotografias do cangaço, de canudos, massacre de Belo Monte e de vários fotógrafos que percorreram regiões onde ocorreram essas batalhas. Todas essas pessoas se caracterizam pela exclusão, pela pobreza", contou.

Durante o período de exposição, haverá o encontro 'Sertão: a terra, o homem, a luta', com palestras dos professores Célia Nonata e o Pedro Vasconcelos, visando uma reflexão sobre os principais fenômenos históricos que motivaram a produção da mostra: o massacre de Belo Monte e o ciclo do cangaço. O encontro está marcado para o sábado (12), das 10h30 às 12h.

Outro encontro também está marcado para o sábado no complexo. Dessa vez com as artistas Juliana Pessoa e Alice Barros para discutir sobre o imaginário do sertão e do sertanejo. Esse encontro será das 13h às 14h.

Além desses eventos, será realizado um concurso de crítica literária para estudantes. Eles vão concorrer a três prêmios nas categorias de seis a 12 anos, 13 a 18 anos, e maiores de 18 anos. O vencedor vai ganhar uma obra da artista Juliana Pessoa.

Os textos podem ser enviados para exposicaononada@gmail.com. A ideia é provocar um diálogo entre imagem e palavra, desenho e literatura. Para agendar uma visita guiada, os grupos de escolas e instituições devem ligar para o telefone (82) 98884-6885 ou enviar um e-mail para escolasditeal@gmail.com.


Artista explica que -Nonada. surgiu a partir da leitura de uma série de obras, como Grande Sertão Veredas (Foto: Juliana Pessoa/Divulgação)

Comentários

Escreva seu comentário
Nome E-mail Mensagem