Mostra '–Nonada.' chega ao Complexo Cultural Teatro Deodoro, em Maceió
São cerca de cerca de 60 desenhos feitos a mão com carvão, grafite, giz, pigmentos secos, argila, pólvora, papel e lixa em um papel simples.

Fonte: G1 AL
Exposição Nonada tem cerca de 60 desenhos feitos com carvão, giz, argila, gesso, pós xadrez em um papel simples Foto: Juliana Pessoa/Divulgação
A vmostra '–Nonada.' chega a Maceió e será exposta nesta quinta-feira (10), às 19h, no Complexo Cultural Teatro Deodoro, no centro da capital. A entrada é gratuita.
As obras são da artista Juliana Pessoa e ficará em cartaz no complexo até o dia 30 de junho. Os interessados podem visitar a mostra de segunda a sábado, das 8h às 18h; às quartas, das 8h às 20h; e aos domingos e feriados, das 14h às 17h. A curadoria é do professor da Universidade do Espírito Santo, Fernando Pessoa.
Com cerca de 60 desenhos feitos a mão com carvão, grafite, giz, pigmentos secos, argila, pólvora, papel e lixa em um papel simples, a exposição tem o objetivo de transmitir o valor por trás desses objetos.
“A palavra 'Nonada' indica uma coisa pobre, pequena, sem valor e, o interessante é que, muitas vezes, essas coisas têm muito mais valor do que a gente realmente considera. A palavra busca uma conversa com essa questão da coisa que é pobre, indigente, precária, mas que tem um potencial de reflexão, de criação, de vigor muito grande”, explica Juliana.
Além disso, a exposição tem como objetivo contribuir com a educação dos estudantes que visitarem a mostra, já que, segundo a Juliana, um material específico foi preparado para as escolas a fim de fazer com que os professores trabalhem a exposição em sala de aula, buscando materializar a experiência, destravar o olhar e o pensamento dos alunos para criar uma conexão entre imagem, olho, pensamento, experiência e sentimento.
“A exposição trabalha com uma série de fotografias do cangaço, de canudos, massacre de Belo Monte e de vários fotógrafos que percorreram regiões onde ocorreram essas batalhas. Todas essas pessoas se caracterizam pela exclusão, pela pobreza", contou.
Durante o período de exposição, haverá o encontro 'Sertão: a terra, o homem, a luta', com palestras dos professores Célia Nonata e o Pedro Vasconcelos, visando uma reflexão sobre os principais fenômenos históricos que motivaram a produção da mostra: o massacre de Belo Monte e o ciclo do cangaço. O encontro está marcado para o sábado (12), das 10h30 às 12h.
Outro encontro também está marcado para o sábado no complexo. Dessa vez com as artistas Juliana Pessoa e Alice Barros para discutir sobre o imaginário do sertão e do sertanejo. Esse encontro será das 13h às 14h.
Além desses eventos, será realizado um concurso de crítica literária para estudantes. Eles vão concorrer a três prêmios nas categorias de seis a 12 anos, 13 a 18 anos, e maiores de 18 anos. O vencedor vai ganhar uma obra da artista Juliana Pessoa.
Os textos podem ser enviados para exposicaononada@gmail.com. A ideia é provocar um diálogo entre imagem e palavra, desenho e literatura. Para agendar uma visita guiada, os grupos de escolas e instituições devem ligar para o telefone (82) 98884-6885 ou enviar um e-mail para escolasditeal@gmail.com.
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Artista explica que -Nonada. surgiu a partir da leitura de uma série de obras, como Grande Sertão Veredas (Foto: Juliana Pessoa/Divulgação)


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