Morre forrozeiro Zé Mocó aos 52 anos em Maceió
Ele foi vítima de apendicite. Sepultamento acontece no Cemitério São José, no Trapiche, às 10h de segunda-feira.

Fonte: G1 AL - Por Cau Rodrigues
Foto: Reprodução/TV Gazeta
Um dos maiores forrozeiros do Nordeste faleceu na manhã deste domingo (23) em Maceió. Zé Mocó tinha 52 anos e estava internado no Hospital Geral do Estado (HGE). A causa da morte foi uma apendicite, problema normalmente causado pelo entupimento do apêndice, uma bolsinha que sai do intestino grosso.
A informação foi confirmada pelo também forrozeiro Zé de Princesa, 60, parceiro de Zé Móco na música há cerca de 40 anos.
"Ontem passei o dia todinho com ele no hospital, fazendo exames, mas quando descobriram que era o apêndice, já foi tarde. Ele estava se acabando de dor, estrangulou e ele não suportou", lamentou o amigo forrozeiro.
O cantor e compositor Carlos Martins, mais conhecido pelo apelido de Zé Mocó, era natural de São José da Laje, na Zona da Mata de Alagoas. Ele deixa a esposa viúva e três filhos, duas mulheres e um homem.
Zé Mocó viajava por vários municípios alagoanos e também por outros estados do Brasil divulgando a cultura nordestina. Tinha como referências grandes nomes do forró como Luiz Gonzaga, Flávio José e Jorge de Altinho.
O último trabalho dele foi o álbum 'Zé Mocó Canta Trio Nordestino', lançado em 2017 em parceria com o sanfoneiro Gennaro.
O velório do corpo de Zé Mocó acontece nesta tarde, na Av. Siqueira Campos, no Prado, em Maceió, e o sepultamento está marcado para acontecer às 10h de segunda-feira (24), no Cemitério São José, no bairro do Trapiche, também na capital.
"Está todo mundo muito abalado, eu mesmo perdi muito, a gente tinha um entrosamento muito grande na música", lamentou o parceiro profissional de tantos anos, Zé de Princesa.


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