Morre coronel Amaral, ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas
Aos 98 anos, José de Azevedo Amaral deixa legado de liderança e desenvolvimento no Sertão alagoano

Fonte: Gazetaweb - Por Jobison Barros
Morre coronel Amaral, ex-secretário de Segurança Pública de AL Foto: Reprodução/Gazetaweb
Morreu nesta sexta-feira (11), aos 98 anos, o coronel da reserva José de Azevedo Amaral, mais conhecido como "coronel Amaral", figura respeitada da Segurança Pública de Alagoas (SSPAL), do setor agropecuário e da história política e econômica do Estado.
Ex-secretário de Segurança, fundador da tradicional Ilpisa (hoje Valedourado) em Palmeira dos Índios e agropecuarista de destaque no Sertão alagoano, coronel Amaral deixa um legado de coragem, liderança e compromisso com o desenvolvimento da região.
Nascido em 28 de março de 1927, Amaral dedicou boa parte de sua vida à vida pública e à segurança dos alagoanos. Construiu uma trajetória marcada pela disciplina, firmeza e integridade, sendo alçado ao cargo de secretário de Segurança Pública de Alagoas, onde foi reconhecido por sua postura firme no combate à criminalidade e na defesa da ordem pública.
"É com profundo pesar que anunciamos o falecimento do Cel. José de Azevedo Amaral. Posteriormente, serão informados datas e horários de velório e sepultamento", informou a família pelas redes sociais.
Polêmico e mito na segurança pública: saiba quem era o Coronel Amaral
Nas décadas de 1980 e 1990, o lema “bandido bom é bandido morto” ficou conhecido nos quatro cantos de Alagoas. Foi dito e reproduzido inúmeras vezes por aquele senhor polêmico: o coronel da reserva José de Azevedo Amaral, ou simplesmente Coronel Amaral.
Secretário de Segurança naquela época, Amaral tinha falas contundentes de combate ao crime, desafiava a bandidagem e adotou medidas de tolerância zero, dividindo opiniões.
Nas vezes em que foi entrevistado pela imprensa, quando já havia deixado o cargo há alguns anos, Coronel Amaral disse que, na sua época, não se ouvia falar muito nos crimes praticados em decorrência do consumo ou tráfico de drogas. Um dia, ele declarou que não se arrependeu de nada que fez e agradeceu aos alagoanos pelo reconhecimento do seu trabalho.
Coronel Amaral era considerado um mito em Alagoas, despertava reações diversas, especialmente quando questionava o papel dos “direitos humanos” quando ocorria algum crime no estado, durante os governos de Divaldo Suruagy e Guilherme Palmeira, época em que atuou como secretário.
Um dos casos de maior repercussão na época em que Amaral era secretário ficou conhecido como a “Chacina do Solaris”, em agosto de 1995, que deixou mortos suspeitos de assalto a banco. Três policiais civis acabaram investigados no caso e depois absolvidos.
A operação policial tinha o aval do secretário de Segurança Pública da época, o coronel José de Azevedo Amaral, para prender cerca de 10 pessoas do Rio de Janeiro que estavam há alguns meses em Maceió.
O Coronel Amaral morreu nesta sexta-feira (11) e atuava ainda no setor agropecuário de Alagoas. Além de ex-secretário, ele era fundador da tradicional Ilpisa (hoje Valedourado), em Palmeira dos Índios, e agropecuarista de destaque no Sertão alagoano. José de Azevedo Amaral nasceu em Palmeira dos Índios, em 28 de março de 1927.
(Por Regina Carvalho)


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