Morre, aos 74 anos, a pão-de-açucarense Helenaura Silva Fialho Montenegro, conhecida como 'Narinha'
Helenaura foi uma notável educadora, morava há anos em Maceió. Ela era filha do casal Helena Silva Fialho e João Fialho de Mello

Fonte: Da Redação
Helenaura Silva Fialho Montenegro, 'Narinha' Foto: Reprodução/Facebook
Morreu, durante a madrugada dessa segunda-feira (4), a pão-de-açucarense Helenaura Silva Fialho Montenegro, conhecida como “Narinha”, aos 74 anos, em consequência de uma doença renal crônica e diabetes. Pela ordem de nascimento, ela era a segunda filha do casal Helena Silva Fialho e João Fialho de Mello, já que o casal teve os filhos: Helenira, Helenaura, Virginia, Eli-Emir, Eliana (Naninha), Yvan, Helio, Giovanni e Gianni. Helenira e Helenaura nasceram em Recife, porém, vieram morar na cidade de Pão de Açúcar (AL), ainda criança, com seus pais.
Em Pão de Açúcar, Helenaura estudou no Grupo Escolar Bráulio Cavalcante (curso primário) e no Ginásio Dom Antônio Brandão (curso ginasial) e na Escola Normal Monsenhor Freitas (magistério).
Na cidade de Pão de Açúcar, Helenaura ajudou ao pai, na “Farmácia do Povo”, adquirindo importante conhecimento farmacêutico. Depois trabalhou na Loja A Triunfante, do comerciante Jurandir Gomes. Em seguida, trabalhou na “Legião”, uma entidade ligada às ações filantrópicas e sociais.
Ao final dos anos de 1960, Helenaura foi aprovada em um concurso público para ser professora e foi nomeada para ensinar na cidade alagoana de Tanque D’Arca. Nesta cidade conheceu o agropecuarista Rusanel de Holanda Montenegro (Ru), vindo a casar-se com o mesmo.
Ainda, em Tanque D’Arca, tornou-se uma pessoa bastante solicitada, pois, além de dedicar-se à educação de crianças, passou a ajudar muitas famílias carentes com orientações farmacêuticas para a cura de doenças, inclusive, muitas vezes, comprando e doando medicamentos, já que o serviço de saúde pública, no pequeno município, era quase inexistente e, por isso, as pessoas que possuíam melhor poder aquisitivo, sempre buscavam as cidades de Maribondo, Arapiraca, Palmeira dos Índios e Maceió.
Em busca de cursar uma faculdade, Helenaura mudou-se com a família para Maceió, onde formou-se em pedagogia e fez cursos de pós-graduação na área educacional. Em Maceió, submeteu-se a um concurso público para ingressar no INPS. Sendo aprovada, chegou a trabalhar na sede deste órgão, na capital alagoana, porém, pediu demissão e continuou trabalhando na área de educação e chegou a ocupar alguns cargos e funções, onde, ao completar seu tempo de serviço, veio a aposentar-se e a dedicar-se integralmente à família.
Do casamento com Rusanel Montenegro, Helenaura teve três filhos: Ana Quitéria, Rusanel Júnior e Lygia Cristina.
No início dos anos 2.000, o quadro de saúde de Helenaura começou a apresentar complicações (diabetes e insuficiência renal). Agravou-se, nos últimos cinco anos, e teve que submeter-se a hemodiálise (três vezes a cada semana), uma verdadeira via crussis para esta paciente.
Em cerimônia simples, o corpo foi velado, a partir das 11 horas da manhã, no Ecomemorial Alagoas (Marechal Deodoro), e às 16h30min foi sepultado neste mesmo cemitério, na presença de familiares, agregados e alguns amigos. Dois conterrâneos pão-de-açucarenses e amigos da família, surpreenderam com suas presenças no funeral: o médico Franncisco Mamede e o ex-prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus.
Helenaura (Narinha) deixa um legado imaterial, incluindo determinação, coragem e generosidade.
Descanse em paz, “Narinha”, na Casa do Pai Eterno. Saudade eterna.
Fotos: Reprodução


Comentários
Escreva seu comentário