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Morre, aos 57 anos, na cidade de Pão de Açúcar, Ginaldo Lima, vítima de infarto

O sepultamento será na tarde desta quarta-feira, no Cemitério São Francisco de Assis


Ginaldo Lima

Ginaldo Lima   Foto: Reprodução/Facebook

Postado em: 08/11/2017 às 09:01:19   /   por Helio Fialho

Faleceu, aos 57 anos,  em Pão de Açúcar, na noite desta terça-feira (7),  Ginaldo Lima, conhecido popularmente como  “Joinha”. Segundo informações de parentes, ele passou e foi conduzido ao hospital, porém, entrou em óbito a caminho da Unidade Mista Dr. Djalma Gonçalves dos Anjos.

Lamentavelmente, assim como já ocorreu com um grande número de pessoas moradoras de Pão de Açúcar, a causa morte foi infarto. O passamento foi por volta das 21 horas e 30 minutos.

Assim que recebi a triste  notícia, através de minha filha Gianinni, fiquei  a imaginar o quanto a vida é surpreendente e, por isso, não somos absolutamente nada, a não ser pó, aqui neste planeta dos terráqueos.

Ontem pela manhã, logo cedinho, Ginaldo havia postado uma mensagem, da autora Cecília Sfalsin, em um grupo de WhatsApp, que diz: “Amanheceu... E Deus colocou em nossas mãos a grandeza da vida, e a oportunidade de começarmos mais um dia na presença Dele. Bom dia!

E, à tarde, chegou a interagir com o grupo para parabenizar uma pessoa. Ele jamais imaginaria que estava se despedindo para sempre dos amigos. E à noite, ao frequentar uma mercearia onde sempre costumava participar de um “bingo” (tipo de brincadeira que sorteia produtos alimentícios), que acontece todas as noites em diversos pontos da cidade, ele teve o passamento que o levou para a Morada Eterna.

Estudei o 4º Ano Primário com Ginaldo Lima, no saudoso  Grupo Escolar Bráulio Cavalcante. Nesta época, início de 1970, tivemos como professora Maria Lúcia Pastor, conhecida como “Dona Malá”. Depois continuamos sendo colegas de classe no Ginásio Dom Antonio Brandão, onde estudamos  5ª a 8ª séries do primeiro grau.

Depois que concluiu o curso ginasial, Ginaldo frequentou o Colégio São Vicente. Em seguida  foi morar em São Paulo, onde viveu mais de 35 anos na região de Guarulhos. Durante este período, ele quase não dava notícias à família e aos amigos.

E foi através das redes sociais, precisamente, através do Facebook, que ele voltou a manter contatos com os entes queridos.

E em 2015, depois de passar mais de três décadas morando e trabalhando em São Paulo, onde, segundo consta no Facebook, estudou no Colégio Cacilda Caçapava de Oliveira, Ginaldo Lima  decidiu regressar definitivamente para a terra natal, onde foi recebido pela família e logo passou a trabalhar com gastronomia, área na qual possua amplos conhecimentos.

Ginaldo era uma pessoa alegre, de bem com a vida e exibia ares de felicidade por ter regressado para o seio da família.

Lembro que, quando de sua volta para a Terra de Jaciobá, nos encontramos na “Rua de Cima”, conversamos um pouco e percebi o quanto  ele estava contente porque Deus havia lhe dado a oportunidade de voltar definitivamente para a terrinha onde, nos tempos de menino, Ginaldo percorria as ruas da cidade, carregando consigo uma bandeja de alumínio repleta de guloseimas (tapioca, bolo, cuscuz) preparadas pelas mãos de fada de sua saudosa mãe Umbelina, conhecida como “Dona Bilina”.

Naquela época, idos de 1960-70, as crianças pobres de Pão de Açúcar ajudavam os pais a vender  guloseimas (tapioca, bolo, cuscuz de arroz, broa de goma e cocada) pelas ruas da cidade, conciliavam estudo e trabalho, e aprendiam a exercitar logo cedo a cidadania, vendendo a produção caseira para ajudar no sustento da família. E nenhum desses meninos, que sabiam conciliar estudo e trabalho,  mergulharam no caminho da marginalização, a exemplo de "Nadinho de Genura", "Geo e Ginaldo de Bilina" - todos cresceram sob disciplina e tornaram-se cidadãos de bem.

Eu, graças a Deus, nos meus tempos de menino, alcancei algumas mulheres e dedicadas donas de casa, a se destacarem como as melhores da cidade, no preparo de alimentos da culinária pão-de-açucarense – a  peixada de “Dona Julieta de Seu Odilon de Terto”, as tapiocas de “Dona Umbelina”, o cuscuz de arroz de “Dona Genura”, a cocada de “Dona Lourdes de Seu Lunga”, os bolos e pastéis de “Dona Neuza” (Merendinha da Criança), os alfenins de “Dona Francina” e os suspiros de “Dona Otília Bonfim”.  

Também vi Ginaldo Lima crescendo e sentindo, bem de perto, o cheiro das saborosas comidas caseiras preparadas por sua mãe e suas tias e, assim, provando os seus sabores inconfundíveis. E, por isso, ele se  tornou um exímio conhecedor da gastronomia.

E não há como negar que ele deixará muita saudade –  sua alegria continuará muito viva em nossas lembranças.

 Dscanse em paz, amigo Ginaldo, na Mansão de Luz, pois  você foi chamado por Deus para morar pertinho Dele! Mas antes de sua partida definitiva para a Eternidade, você foi trazido de volta para a sua terra,  para, agora, repousar no túmulo onde estão sepultados os seus pais e outros entes queridos.

O corpo está sendo velado na Rua São Francisco (residência de “Geo”). A missa de corpo presente está marcada para as 15 horas, na Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus. O sepultamento será no Cemitério São Francisco de Assis, logo após a celebração da missa.

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  • Virginia 08 de Novembro de 2017 Tive o imensó prazer de.conhecelo e ser vizinhos durante anos aqui em Guarulhos,onde chamávamos carinhosamente de Gigi, já havia nos deixado com saudades agora saudades eterna.
    LUIZ CARLOS PEREIRA SANTOS 13 de Dezembro de 2017 CARAMBA! ESTIVE AÍ NO ÚLTIMO FINAL DE SEMANA, FALEI COM GEO E NEM ENTRAMOS NO ASSUNTO, POIS ELES SÃO MEU PRIMOS. EU SOU NETO DE JOANITA DA RUA DE CIMA, LUIZINHO, TAMBÉM VENDIR GULOSEIMAS PELAS RUAS DE PÃO DE AÇÚCAR E JAMAIS ME ARREPENDEREI, POIS FOI U GRANDE APRENDIZADO. TALVEZ VOCÊ NÃO SE LEMBRE, MAIS FOI MEU PROFESSOR NO GINÁSIO DOM ANTONIO BRANDÃO