POLÍTICA

Ministro da Fazenda diz que economia já voltou a crescer

Ao discursar em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), ele disse que o país agora está num processo de saída desta crise e de volta à normalidade.


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  Fonte: Agência O Globo

  Foto: Eraldo Peres/AP

Postado em: 07/03/2017 às 19:16:07

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou, nesta terça-feira, que a queda de 3,6% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 foi resultado de uma série de políticas adotadas no governo passado que levaram a economia brasileira a passar pela pior crise de sua história. Ao discursar em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), ele disse que o país agora está num processo de saída desta crise e de volta à normalidade.

— O Brasil é um país que começa a voltar à normalidade. Sentimos ainda os efeitos da recessão, mas o país começa a crescer — disse ele.

Segundo o ministro, a adoção de um teto para os gastos públicos e a apresentação da proposta de reforma da Previdência provocaram uma queda do risco país e um aumento na confiança das empresas:

— Como sabemos os mercados antecipam as revoluções da economia. O risco-país subiu fortemente no início do ano passado, chegando a quase 600 pontos. A partir da metade de 2016, houve uma queda substancial. Estamos em torno de 200 pontos. A confiança da indústria foi o reverso. Ela está baixa e subiu.

O ministro da Fazenda mostrou mais otimismo em relação ao crescimento da economia no fim deste ano. Disse que sua projeção é que o Brasil crescerá 2,4% no último trimestre contra o mesmo período do ano anterior. A projeção anterior da Fazenda era de 2%.

Ele disse ainda que os dados podem surpreender e que o crescimento pode ser maior. O Brasil poderia crescer no quarto trimestre algo em torno de 3,2% anualizado no quatro trimestre.

Meirelles afirmou ainda que uma precondição para o Brasil voltar a crescer era diminuir o endividamento de empresas e famílias. Ele garantiu que esse ajuste já foi feito e que pessoas físicas e jurídicas já pagaram parte importante da dívida e, por isso, o pais entra, agora, numa segunda fase.

— Estamos passando para um segundo momento de voltar a pegar empréstimos para financiar consumo e investimento.

DESEMPREGO

Ele ressaltou ainda que o mercado de trabalho já reverteu a tendência de queda e que há vários indicadores de que a economia brasileira voltou a crescer no primeiro trimestre de 2017. Citou como exemplo vários "indicadores antecedentes" - jargão dos economistas para números que podem indicar o comportamento futuro da economia - como o fluxo de veículos leves, a produção de papelão ondulado, a venda de supermercado, produção de motocicleta, importação de bens intermediários, emplacamento de comerciais e alta da confiança do consumidor.

— O PIB foi divulgado hoje se refere ao ano passado. É um espelho retrovisor — ponderou o ministro, que completou:

— Nós vamos gradativamente melhorar o desemprego.

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