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Minha homenagem póstuma ao 'priminho' Vieira de Jofre

João Vieira Melo faleceu, aos 67 anos, no último sábado (26), em Maceió, onde residia. O sepultamento ocorreu às 17 horas deste mesmo dia, no cemitério de Pão de Açúcar(AL).


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  Fonte: Por Helio Fialho

João Vieira Melo - 'Vieirinha de Jofre'

João Vieira Melo - 'Vieirinha de Jofre'   Foto: Reprodução/Facebook

Postado em: 28/11/2022 às 11:24:06

A caminho de Aracaju, na manhã do último sábado (26), através do meu primo-irmão Darival Lira, recebi a triste notícia da morte do primo “Vieirinha de Jofre”, assim como era chamado por familiares e amigos mais próximos.

João Vieira Melo, aos 67 anos, faleceu às 05 horas da madrugada de sábado (26/11), em Maceió, em consequência de CA, segundo informações de um parente do falecido. E o sepultamento ocorreu no Cemitério São Francisco de Assis, na cidade de Pão de Açúcar, sua terra natal, tendo, a família enlutada, respeitado a vontade do falecido – ser sepultado no lugar onde repousam os restos mortais de seus pais Jofre Melo e D. Dolores, e, também,  seu irmão José e sua irmã Gilza.  Senti muito o passamento deste meu amigo. Lamentei muito não ter participado do funeral, devido a compromissos inadiáveis em Aracaju.

“Vieira”, como era conhecido pelos conterrâneos e contemporâneos, durante sua juventude, jogou em alguns times de futebol de Pão de Açúcar, incluindo o Centro Sportivo Internacional (“O Galo do Sertão”).  Também era amante do Carnaval e participou, em sua cidade natal, dos blocos carnavalescos Los Pachos e Os Bárbaros, organizados pela família “Firmo de Brito”.

Residia na capital alagoana há mais de quatro décadas, onde trabalhou no setor contábil da  Fives Lille, uma empresa francesa instalada no Tabuleiro dos Martins, voltada para o setor sucroalcooleiro, na produção e recuperação de peças de metal. Ao desligar-se da referida empresa, passou a trabalhar, na qualidade de autônomo, como contabilista.

É impossível não lembrar os momentos de descontração da dupla “Vieirinha” e “Silvá de Brito” (eles eram grandes amigos). Quando se reuniam para farrear, passavam o tempo inteiro contado piadas, rindo, cantando versões musicais que criavam, principalmente dos sucessos de Alceu Valença. Vieira até gostava de imitar Pantaleão (o velho mentiroso), um dos famosos personagens do humorista Chico Anísio. Para quem não teve a oportunidade de assistir, Pantaleão Pereira Peixoto gostava de ficar em sua cadeira de balanço na companhia de Dona Terta, sua esposa, e Pedro Bó, menino que decidiu criar. Adorava contar casos, apesar de todos terem ocorrido em 1927. O personagem era conhecido pelo bordão “É mentira, Terta?”

Incluindo as travessuras dos tempos de calças curtas, morando na Rua de Cima, são tantas histórias (e tantos causos) envolvendo o primo Vieirinha, que um dia é insuficiente para eu contar, porém, suas façanhas  para sempre serão lembradas.  

O falecido deixa a viúva Lucilene (“Cilene”); as filhas Luciana e “Taci” e netos.

Aproveito para manifestar sinceras condolências à família enlutada, principalmente à viúva, às filhas e às irmãs Junilde e Maria.

Descanse em paz, primo Vieira, na Mansão de Luz. Perpétua saudade.

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