Mendonça é sorteado relator da notícia-crime contra Bolsonaro sobre Iphan
Caso trata de denúncias de prevaricação e advocacia administrativa feitas contra presidente, após ele dizer ter mandado

Fonte: Correio Braziliense - Por Tainá Andrade
Foto: Reprodução/Correio Braziliense/crédito: Alan Santos/PR)
A estreia de André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) foi sorteada na última sexta-feira (17/12). Ele será relator da notícia-crime, apresentada por Randolfe Rodrigues (Rede-AP), contra o presidente Jair Bolsonaro por prevaricação e advocacia administrativa.
A ação foi movida após o presidente da República anunciar que mandou “ripar” servidores do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ao receber a informação de paralisação na obra da Havan, do empresário bolsonarista Luciano Hang.
Em seguida à declaração, Larissa Rodrigues Peixoto Dutra foi retirada da presidência do órgão pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. O deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ) foi o autor da ação de afastamento. Na época, foi dito que ela não atendia requisitos para a presidência.
Em live na noite dessa quinta-feira (16), Bolsonaro minimizou as investidas no Iphan. “Mandei investigar e cheguei à conclusão de que o pessoal do Iphan teria que ser trocado. Vocês votam no presidente para deixar tudo como está ou para mudar alguma coisa?”, perguntou. Em outro momento, disse não ter interferido na Justiça para o afastamento.
O novo ministro do Supremo foi indicado pele chefe do Executivo. Mendonça tomou posse quinta-feira (16), após meses de espera pela sabatina no Senado.


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