ECONOMIA

Mais de 500 estabelecimentos de turismo fecham as portas em AL durante pandemia

Em todo o País, o setor perdeu quase 50 mil negócios entre os meses de março e agosto


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  Fonte: Com Gazetaweb - Por Carlos Nealdo

Pandemia fez com que estabelecimentos do setor de turismo fechassem em Alagoas

Pandemia fez com que estabelecimentos do setor de turismo fechassem em Alagoas   Foto: Reprodução

Postado em: 05/10/2020 às 18:06:24

A crise provocada pela pandemia de Covid-19 fez com que o setor de turismo de Alagoas perdesse 500 estabelecimentos comerciais entre os meses de março e agosto deste ano, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (5), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC). O volume de empresas fechadas no Estado corresponde a 1% do total de negócios extintos em todo o País, que somou 49,9 mil no período.

De acordo com o levantamento, todas as 27 unidades da Federação registraram redução no número de empresas ofertantes de serviços turísticos. São Paulo foi o estado que registrou a maior queda, com o fechamento de 15,2 mil empresas. Em seguida aparecem Minas Gerais (-5,4 mil), Rio de Janeiro (-4,5 mil) e Paraná (-3,8 mil).

O setor turístico da região Norte foi o que menos sofreu com a pandemia, segundo os dados da CNC. O Amapá, Rondônia e o Acre registraram o menor número de negócios extintos, com 100 empresas, cada. Em seguida aparecem Amazonas e Tocantins, com o fechamento de 200 estabelecimentos, cada.

Nacionalmente, todos os segmentos turísticos registraram saldos negativos nos seis últimos meses, com destaque para os serviços de alimentação fora do domicílio, como bares e restaurantes (-39,5 mil), seguidos pelo segmento de hospedagem em hotéis, pousadas e similares (-5,4 mil) e transporte rodoviário (-1,7 mil). 

De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a maior parte das atividades que compõem o turismo brasileiro segue ainda sem perspectiva de recuperação significativa nos próximos meses, principalmente em virtude do caráter não essencial do consumo destes serviços. 

"A aversão de consumidores e empresas à demanda, somada ao rígido protocolo que envolve a prestação de serviços desta natureza, tende a retardar a retomada do setor", ressalta Tadros. 

Até o fim de 2020, a Confederação projeta um saldo negativo de 42,7 mil estabelecimentos.

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