Mãe denúncia que filho teria sido agredido por policiais do Bope durante prévias
Ela mostra imagens do jovem de 18 anos com marca de agressões pelo corpo e pelo rosto

Fonte: Portal Gazetaweb.com
Jovem estava com um olho inchado e com o nariz ferido Foto: Reprodução/Gazetaweb/Cortesia
A mãe de um jovem, que não quis se identificar, denunciou na noite desse domingo (04) que seu filho de apenas 18 anos foi agredido por policiais militares após uma abordagem durante as prévias carnavalescas realizadas no último sábado (03), em Maceió. Ela prestou queixa contra os militares na Central de Flagrantes II, no bairro de Mangabeiras.
Ela mostrou fotos do rosto e do corpo do jovem com marcas de agressão e um olho inchado. Segundo ela, o filho estava na porta de casa no bairro da Ponta Verde assistindo o desfile dos blocos quando uma guarnição passou por ele e, ao esbarrar nele, ele questionou o que estava acontecendo e, diante da pergunta, ele começou a ser agredido pelos policiais.

Jovem também apresentava hematomas pelo corpo | Foto: Cortesia
"Meu filho estava vendo os blocos na porta de minha casa na ponta verde, quando passou uma guarnição do Bope esbarrando em todos, em frente ao Kanoa, e só porque ele disse ?o que é isso?? foi tratado com truculência, levado para a tenda onde apanhou por 2 horas de joelho. Está todo machucado!", disse a mãe.
Segundo a mãe do garoto, o jovem não possui nenhum tipo de antecedentes e nem era envolvido com algum tipo de prática ilícita. Ela ressaltou que o filho tinha acabado de ser aprovado na universidade devido ao seu bom desempenho no Enem.
Confira o relato dela nas redes sociais.
Truculência:"substantivo feminino. Característica ou particularidade daquilo que é brutal; que denota grosseria; atrocidade. Ação que demonstra excesso de violência ou crueldade." Diante dessa definição, venho registrar que meu filho,um jovem de 17 anos, foi covardemente torturado, por policiais militares, em frente à nossa própria residência, quando, alegremente, com mais dois amigos, foram olhar as prévias carnavalescas que estavam ocorrendo, em frente à barraca Lopana. Tal situação ocorreu quando o Bope passou empurrando quem tivesse pela frente com bastões, e meu garoto apenas assustado, disse: "oxi". Pronto, estava aí o motivo para que ele, que nunca levou um puxão de orelhas sequer dos seus pais, sempre muito educado e estudioso, fosse COVARDEMENTE TORTURADO, de joelhos e de costas, por vários policiais, dentro de uma tenda branca, na surdina, e depois ainda o largaram desmaiado num camburão, que postei nas fotos também, sem ventilação alguma e superlotado. Meu filho, quando liberado ainda foi ameaçado a não comentar com ninguém que os policiais tinham cometido esta tortura com ele. E ao subir em casa, num estado emocional terrivelmente abalado, tive forças suficientes, para prestar queixa na delegacia, após 3h de espera, tentamos fazer corpo delito, mas não estava aberto para tal exame, então corremos para realizar os exames médicos para ver o grau das consequências físicas da tortura. Sua visão está prejudicada, mas ainda não sabemos o grau da lesão. Já as consequências psicológicas, não se sabe a intensidade e nem quanto tempo durarão. Um garoto de família, que acabou de passar no Enem, sendo vítima de uma polícia despreparada e truculenta, em frente sua própria residência. Tal sinal de autoridade, mostra que podem nos humilhar. Tapas, murros, chutes. O ladrão não tem autoridade.Te assalta e vai embora.O PM pode te tornar um bandido.Te condena.Não tem preparo estrutural. Nem para proteger. Colocam a vida de inocentes em risco.E é motivo para nos sentirmos menos e não mais protegidos. Jamais esquecerei as palavras de meu filho:"Me senti assustado e refém deles,mãe.Eles nem me explicaram porque estavam fazendo aquilo comigo, não me pediram nem documento."
A Gazetaweb busca contato com a assessoria da Polícia Militar, mas até o momento não obteve sucesso.


Comentários
Escreva seu comentário