Lula processa procurador da Lava Jato por danos morais
A defesa quer que o procurador seja condenado por causa da entrevista coletiva de 14 de setembro na qual o ex-presidente foi acusado de ser o 'comandante máximo' do esquema

Fonte: Agência Brasil
Deltan Dallagnol Foto: AFP/Evaristo Sá
Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolaram hoje (15) na Justiça uma ação de reparação por danos morais no valor de R$ 1 milhão contra o coordenador da Força-Tarefa da Lava Jato, o procurador da República Deltan Dallagnol. A defesa do ex-presidente alega que a honra e a imagem do petista foram “atacados” durante a coletiva de imprensa convocada pelo Mistério Público Federal (MPF), em setembro, para apresentar uma denúncia contra com Lula.
Na ocasião, Dallagnol apresentou 14 conjuntos de evidências que levariam ao entendimento de que Lula é o “comandante máximo do esquema de corrupção” investigado pela Lava Jato.
Os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, responsáveis pela ação, argumentam independentemente do desfecho da ação penal gerada denúncia do MPF, a ação de indenização é cabível.
“Nenhum cidadão pode receber o tratamento que foi dispensado a Lula pelo procurador da República Dallagnol, muito menos antes que haja um julgamento justo e imparcial. O processo penal não autoriza que autoridades exponham a imagem, a honra e a reputação das pessoas acusadas, muito menos em rede nacional e com termos e adjetivações manifestamente ofensivas”, diz trecho da nota divulgada pelos advogados de Lula.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal no Paraná informou que Dallagnol não vai se manifestar, enquanto não for comunicado oficialmente da ação.


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