JUSTIÇA

Lava Jato ataca STF por decisão sobre afastamento de parlamentar

O voto de minerva foi dado pela presidente da Suprema Corte, ministra Cármen Lúcia.


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  Fonte: Veja/João Pedroso de Campos

Procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima

Procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima   Foto: Reprodução/Veja

Postado em: 13/10/2017 às 05:24:59

Dois dos principais procuradores da República que integram a Operação Lava Jato no Paraná, Carlos Fernando dos Santos Lima e Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa, criticaram duramente nesta quinta-feira (12) em suas redes sociais a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada na quarta-feira, de dar ao Congresso a última palavra no afastamento de parlamentares determinado pela própria Corte.

A decisão vai influenciar diretamente a situação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), afastado de seu mandato pela maioria da Primeira Turma do STF no começo de setembro a pedido da Procuradoria-Geral da República. O tucano é acusado de corrução passiva, obstrução da Justiça e também de ter pedido e recebido R$ 2 milhões em propina da JBS, além de ter atuado no Senado e com o Executivo para embaraçar as investigações da Lava Jato.

O entendimento do STF acontece um ano e cinco meses depois de o próprio tribunal ter determinado, de maneira unânime, o afastamento do então deputado federal e presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“Infelizmente, ontem, o STF deixou de lado o processo histórico de consolidação da interpretação da Constituição Federal pelo Poder Judiciário para se curvar às ameaças dos políticos”, escreveu o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima em seu perfil do Facebook. O procurador fez referência à pressão exercida pelo Senado depois que o STF decidiu afastar o senadores Aécio Neves (PSDB-MG), em setembro.

“Infelizmente, não foi uma resposta altiva, mas frágil e tímida, gaguejante até, por uma falsa contemporização. Há momentos em que devemos buscar a harmonia, mas há aqueles em que só resta a coragem de fazer o certo.”

No Facebook e no Twitter, Dallagnol disse que os parlamentares vão continuar praticando crimes por estarem “sob suprema proteção”. “Parlamentares têm foro privilegiado, imunidades contra prisão e agora uma nova proteção: um escudo contra decisões do STF, dado pelo próprio STF”, escreveu. “Fica o reconhecimento à minoria que vem adotando posturas consistentes e coerentes contra a corrupção, especialmente Fachin e Barroso.”

A decisão do STF de dar ao Legislativo a palavra final sobre a suspensão dos mandatos de parlamentares teve votação apertada –6 votos a favor e 5 contra. O voto de minerva foi dado pela presidente da Suprema Corte, ministra Cármen Lúcua.

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  • Paulo Gopfert 13 de Outubro de 2017 O Barroso e o Fux entenderam: estamos em um regime de exceção: definitivamente,os corruptos tomaram o poder, executivo e legislativo. No legislativo, não só a alta cópula é de bandido, O "pleno" está corrompido pela alta cópula. E não existe algo como uma "DEMOCRACIA DE BANDIDOS". Não se tratava de sustentar divergências jurídicas (a forma). Neste regime de exceção, o julgamento (conteúdo) poderia ter propiciado um meio de começar a voltar à normalidade democrática (isto é que é Poder Geral de Cautela, em sua mais nobre manifestação). Mas o que se viu é que a alta cópula do Judiciário, o Supremo, tem maioria vendida; ou covarde. E agora, o Semgresso vai liberar o corrupto da hora. E depois, vai definir as regras necessárias à perpetuação da Corrupção Geral que Assola o País. Será que só o Exército nos salva? Mas quem é a alta CÚPULA do Exército? Não adianta chamar o Cruz (o antigo). Nem Bolsonaro. Nem o Curió. Talvez seja o caso de chamar outro Passarinho. Em meu pouco conhecimento, fico me perguntando quem é hoje o Golbery, o estrategista? A imprensa vai pesquisar? Ou vai continuar falando de famosidades enquanto o Brasil vai pro ralo? Atenção Verdadeiros Democratas (quem me ouve?): Acho melhor começarem a agir com energia, com a verdadeira força do querer!