Jegues soltos nas praças da cidade de Pão de Açúcar – um problema que parece não ter solução
A gestão municipal e os donos desses animais são os únicos culpados por este descaso
Animal solto em uma das praças da Avenida manoelito Bezerra Lima Foto: Helio Fialho
Ao retornarmos de uma festa de aniversário, por volta de 1 hora da madrugada de domingo (12), encontramos um jegue pastando na praça localizada em frente à residência da genitora do prefeito de Pão de Açúcar.
A cena me chamou a atenção porque o animal comia tranquilamente a grama da praça que fica bem em frente à casa onde o atual gestor foi criado. Àquela hora da madrugada não vimos sequer um vigia na rua. Parece até ironia.
Com um clicks na câmera do nosso celular e registramos a cena desagradável, que já se tornou rotina em nossa cidade, pois parece que este antigo problema continua sem solução, claro, a culpa é da Gestão municipal e dos donos dos tais animais. Desde a gestões passadas costumamos registrar cenas que possam servir de referências para possíveis providências administrativas.
Em uma cidade de pequeno porte, onde os animais vivem soltos nas ruas e praias, causando prejuízos materiais e, também, a boa imagem da cidade, necessário se faz não dispensar críticas ao gestor municipal, pois o problema existe por conta da ineficiência de quem a administra – porque já está provado que em 100% das cidades pequenas quem dá a última palavra é o gestor municipal. E se negar a aceitar esta realidade, é querer fazer o povo de idiota.
Não se pode negar que este problema, na cidade de Pão de Açúcar, é crônico. Contudo, é inaceitável do gestor que, durante a campanha eleitoral, na condição de candidato majoritário, criticou duramente e prometeu acabar definitivamente com este problema, a partir do primeiro dia de seu governo. Já completados dois meses e meio a frente da Prefeitura de Pão de Açúcar, ele já deveria ter resolvido e cumprido sua promessa.
E o mais estranho é que os tais críticos de plantão, que sempre postavam imagens de animais soltos nas ruas e criticavam impiedosamente a gestão anterior, agora emudeceram. Por que será?!
Para aqueles que se norteiam pelo “GPS da Democracia”, as críticas construtivas, feitas com ética e decência ao gestor público, vindas de aliados e de adversários, sempre serão bem aceitas porque contribuem para que erros sejam corrigidos. Por este motivo, pelo fato de ser uma pessoa ocupar cargo no governo municipal não significa dizer que é obrigada a ficar calada diante de erros cometidos pelo gestor. Pelo contrário, um assessor que se preza sempre opina sobre questões que envolvem a gestão municipal da qual elel faz parte.
Até porque é considerado um gesto insano, mesquinho e egoísta quando alguém, que se diz amante da terra natal, torce para que determinado gestor não seja bem sucedido e não trabalhe em prol do município, pois quando uma gestão não cumpre com suas obrigações, prejudica diretamente a população.
Certo pipoqueiro, homem simples, comunicativo, morador rural e muito trabalhador, expressou com uma filosofia simples, embora muito interessante, a preocupação dele para com o atual governo municipal, principalmente, por causa da inércia diante de alguns problemas, os quais estão minando a atual gestão da qual ele é aliado. “Ora, se eu não tirar as pipocas do fogo quando elas estiverem no ponto, é claro, as pipocas vão queimar e vou ficar no prejuízo”.
Portanto, quem tiver olhos enxergue e quem tiver ouvidos ouça o alerta deste filósofo popular.


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