Investigação do golpe do falso glaucoma constata até adolescentes com o diagnóstico em Alagoas, expõe PF
Segundo delegado, auditoria do Ministério da Saúde vai determinar se mais pessoas devem ser ouvidas. Cinco pessoas suspeitas no golpe já foram indiciadas.

Fonte: G1 AL
Imagem ilustrativa Foto: Reprodução/Google
A Polícia Federal já indiciou cinco pessoas suspeitas de atuar no golpe do falso glaucoma em Alagoas. A organização criminosa dava diagnósticos falsos para fraudar recursos da saúde pública. Dentre as vítimas, estão até mesmo adolescentes que foram diagnosticados com a doença.
Segundo a dona de casa Edja Maria Rocha, ao levar o filho para fazer um exame de vista em um mutirão no município de Porto Calvo ele foi diagnosticado com a doença em menos de um minuto.
“Quando ele sentou o médico simplesmente olhou um olho e o outro e disse que ele tinha”, falou.
Logo, o adolescente começou o tratamento do suposto glaucoma usando colírio, mas isso não surtiu efeito.
Meses depois, foi a vez de Edja se consultar, e a mesma situação se repetiu. Foi aí que ela visitou um médico particular, que estranhou o diagnóstico.
Exames constataram que Edja e o filho possuem aumento da escavação papilar, mas não glaucoma.
No mesmo período, a Polícia Federal estava realizando a operação, e foi aí que a dona de casa notou o golpe.
Até o momento, mais de 60 pessoas foram ouvidas no inquérito que investiga o caso.
Segundo o delegado Daniel Silvestre, a auditoria do Ministério da Saúde vai determinar se mais pessoas serão ouvidas sobre o esquema.
Nas últimas semanas, mais 3 pacientes foram ouvidos pela PF e incluídos na contagem de vítimas.
Eles foram examinados por outros médicos e foi confirmado que o diagnóstico de glaucoma dos três jovens não era verdadeiro.
O relatório que analisa o serviço de glaucoma prestado pela clínica oftalmológica investigada deve ser finalizado em 60 dias.
Mais de 2 mil prontuários de pacientes estão sendo estudados por auditores do Ministério da Saúde.
Tratamento suspenso
Após a operação ser deflagrada, a Secretaria de Saúde de Paulo Jacinto, município do Agreste de Alagoas, ficou responsável por localizar todos que passaram pelo tratamento. Foram 188 pacientes ao todo.


Comentários
Escreva seu comentário