Homenagem póstuma à Irmã Redempta Bogers – a missionária da caridade
A freira holandesa que dedicou quase 52 anos ininterruptos de trabalho às famílias pobres de Pão de Açúcar, Palestina e São José da Tapera.
Freira holandesa, Irmã Redempta Bogers Foto: Reprodução
Pão de Açúcar perdeu a missionária franciscana Redempta Bogers. A Terra de Jaciobá está enlutada e seus filhos pranteiam a morte desta freira holandesa que, no dia 21 de agosto de 1966, chegou a esta terra banhada pelo Velho Chico, para cumprir sua esplêndida missão franciscana: trabalhar pelos pobres. E por esta nobre causa ela atuou durante quase 52 anos ininterruptos, até finalizar a sua abençoada missão cristã, nesta quarta-feira (6), quando Deus a chamou para morar na Mansão Celestial.
A Irmã Redempta desbravou com muito amor e dedicação as mais distantes comunidades de Pão de Açúcar, Palestina e São José da Tapera. Ela trabalhou incessantemente em prol da saúde, educação e assistência social de milhares de famílias. Ajudou mães a dar à luz e, também, promoveu educação e levou alimentos às crianças pobres, principalmente as residentes nas comunidades rurais, mostrando o verdadeiro sentido da palavra caridade.
A freira holandesa Elisabeth Jacoba Maria Bogers, a “Irmã Redempta”, foi uma abnegada missionária que deixou o seu país natal (Holanda) para plantar as sementes do bem e do amor ao próximo aqui no Brasil, precisamente nos três municípios pertencentes à Paróquia de Pão de Açúcar e fincados no semiárido alagoano, sendo os principais frutos dessa próspera semeadura: o Colégio São Vicente, o Jardim de Infância, as creches e o Colégio João Paulo II.
A Irmã Redempta – assim como as demais freiras holandesas – Irmãs Joana, Irmã Patrícia, Irmã Clementina e Irmã Odiliana – para sempre serão lembradas pelos filhos desta antiga taba dos extintos índios Urumaris – porque em tempos difíceis e assolados pela Ditadura Militar estas religiosas, destemidamente, erguendo a bandeira da fé e da fraternidade, chegaram ao Brasil e lançaram a semente da esperança em terras do Sertão.
A morte da Irmã Redempta significa que o ciclo das freiras holandesas está encerrado em Pão de Açúcar, pois a Irmã Odiliana Smits continua viva, porém, no dia 11 de fevereiro de 2012, depois de passar 46 anos fazendo missão no “Espelho da Lua”, ela retornou para a Holanda, onde, no país natal, continua sentindo imensa saudade desta terra abençoada pelo Cristo Redentor e que tem como padroeiro o Sagrado Coração de Jesus.
E nesta hora de grande tristeza e saudade, quero expressar votos de pesar ao monsenhor Petrúcio Bezerra de Oliveira, às integrantes da Congregação das Freiras Franciscanas e aos familiares da Irmã Redempta.
Ela, certamente, já foi recebida pelo Pai na Mansão Celestial, onde receberá a recompensa divina pelo imensurável trabalho de caridade que soube realizar em prol dos mais necessitados.
Parafraseando o apóstolo Paulo, conforme consta nas Escrituras Neotestamentária (na Segunda Carta a Timóteo 4:8), quero finalizar esta minha homenagem póstuma, dizendo: A Irmã Redempta combateu o bom combate, acabou a carreira e guardou a fé. Desde agora, a coroa da justiça lhe está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, lhe dará naquele dia;
Descanse em paz, iluminada missionária de São Francisco de Assis!
Saudades Eternas!


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