CULTURA

Homenagem aos 39 anos de morte do escritor pão-de-açucarense Aldemar de Mendonça

'Mestre Dema' nasceu no dia 21 de maio de 1911 e desencarnou no dia 15 de fevereiro de 1983, aos 71 anos, deixando uma lacuna impreenchível na antiga taba dos extintos índios Urumarys.


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  Fonte: Da Redação

Escritor Aldemar de Mendonça

Escritor Aldemar de Mendonça   Foto: Reprodução/Arquivo/Helio Fialho

Postado em: 15/02/2022 às 11:42:42

Hoje é o aniversário de 39 anos de morte (15 de fevereiro de 1983) do exímio pesquisador e escritor pão-de-açuacrense Aldemar de Mendonça, conhecido popularmente como “Dema”. O conheci como agente de estatística aposentado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E na qualidade de servidor deste órgão público, prestou relevantes serviços aos municípios de Pão de Açúcar, Palestina e São José da Tapera. Suas pesquisas contribuíram significativamente para o engrandecimento de Pão de Açúcar.

O “Parque da Paciência” foi um projeto executado por Aldemar de Mendonça, no Alto Humaitá, na área onde se encontra a famosa Pedra da Paciência que, até os anos de 1970, foi considerada um dos mais importantes atrativos turísticos da Terra de Jaciobá. Sobre o complexo de pedras existentes neste local foram estampadas informações históricas, geográficas e literárias relacionadas a Pão de Açúcar.

Possuidor de inteligência diferenciada, “Mestre Dema” foi tabelião público, contabilista, pintor, desenhista e, nas horas vagas, costumava fotografar pessoas e paisagens. Era amante da seresta e gostava de cantar, principalmente acompanhado pelo amigo e grande violonista “Zeca de Bonsucesso”.

Seguidor do kardecismo, Aldemar de Mendonça criou, em suas três últimas residências  um espaço para reuniões e estudos da doutrina espírita. E dentre seus convidados estava o jovem Helio Fialho, com o qual o saudoso escritor gostava de dialogar sobre temas diversos.  

Em momentos de gracejos, durante suas conversas com os amigos,  Mestre Dema, com o bom-humor aguçado, costumava dizer: "hoje, se  eu tivesse um filho (ou filha) recém-nascido, eu escolheria um destes nomes, que eu acho muito bonito, para colocar na criança e registrar no Cartório, com o meu sobrenome: Cibalena, Aspirina, Cibazol, Melhoral, Merthiolate, Entero-Vioform e Atroveran, mas, eu só não colocaria Apracur e Gripacur", dizia ele, sorrindo.

Os três últimos endereços residenciais do pesquisador e escritor foram: Rua Coronel Manoel Antônio Machado, Avenida Ferreira de Novais (Praça Presidente Médici) e “Beco do Açougue” (atualmente Travessa Aldemar de Mendonça).

O escritor Aldemar de Mendonça, em razão de suas obras, tornou-se imortalizado. Ele nos presenteou com dois magníficos livros – duas fontes de pesquisas que muito ajudam aos filhos de Pão de Açúcar – estudantes, professores, historiadores e escritores: Pão de Açúcar – Histórias e Efemérides (1974) e Monografia de Pão de Açúcar (1977).

Segundo informações, o “Mestre Dema” nasceu no dia 21 de maio de 1911 e desencarnou no dia 15 de fevereiro de 1983, aos 71 anos, deixando uma lacuna impreenchível no seio da antiga taba dos extintos guerreiros Urumarys.

Em 1994, durante a gestão do então prefeito Antônio Carlos Lima Rezende (Cacalo), devido à  solicitação do então secretário municipal de Educação, Cultura e Turismo, professor Helio Silva Fialho, a antiga Biblioteca Pública Rachel de Queiroz mudou de endereço e  passou por uma importante reestruturação física, recebendo, ainda, através de uma lei municipal, o nome de Biblioteca Pública Municipal Escritor Aldemar Mendonça. O então secretário Helio Fialho, idealizador deste importante projeto, trabalhou diretamente na reestruturação, organização e inauguração da referida biblioteca.

Para quem não sabe, Aldemar de Mendonça é patrono da Cadeira 29 da Academia de Letras de Pão de Açúcar (ALEPA), ocupada pelo escritor Giuseppe Gomes, sendo uma justa homenagem prestada por esta entidade literária a um dos mais notáveis nomes da literatura pão-de-açucarense.

E, destarte, o saudoso Aldemar de Mendonça será sempre lembrado – enquanto existir, na antiga Cidade Branca, banhada pelo Velho Chico e abençoado pelo Cristo Redentor, um pesquisador, um escritor, um seresteiro e um amante das artes da plaga do, também, imortalizado Marcus Vinicius, o poeta Ícaro. Veja abaixo os livros de autoria do escritor Aldemar de Mendonça.

Foto: Reprodução/Arquivo de Helio Fialho

Foto: Reprodução/Arquivo/Helio Fialho

Foto: Reprodução/Arquivo/Helio Fialho

(Matéria atualizada às 14h40min do dia 15-02-2022)

 

 

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