POLÍTICA

Guedes admite que reforma administrativa deve ficar mesmo para 2020

O governo já conseguiu aprovar neste ano uma reforma da Previdência robusta, que deverá permitir uma economia de quase R$ 1 trilhão em dez anos.


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  Fonte: Estadão - Por José Fucs

O ministro Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro em cerimônia no Planalto, em 16-10-2019

O ministro Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro em cerimônia no Planalto, em 16-10-2019   Foto: Reprodução/Estadão/Antonio Cruz/Agência Brasil

Postado em: 22/11/2019 às 18:13:24

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu nesta sexta-feira, 22, que, no final, a reforma administrativa deverá ficar mesmo para 2020, conforme decisão do presidenteJair Bolsonaro.

“Como eu disse na terça-feira, realmente acreditava que a reforma seria encaminhada ao Congressoainda nestesemana ou na próxima e que eu conseguiria convencer o presidente a acelerar o processo”, declarou. “Mas o presidente achou melhor dar um respiro para o Congresso agora e deixar para enviar a reforma administrativa no começo do ano que vem.”

De acordo com Guedes, como o governo já conseguiu aprovar neste ano uma reforma da Previdência robusta, que deverá permitir uma economia de quase R$ 1 trilhão em dez anos, enviou o pacto federativo ao Congresso e provavelmente deverá encaminhar a reforma tributária na semana que vem, a avaliação do presidente foi de que “o ano está ganho”.

Na terça-feira, o ministro afirmou ao Estado que havia sido “mal compreendido” quando falou que a reforma administrativa nãoiria "tão cedo" ao Congresso numa entrevista coletiva realizada no dia anterior em Brasília. Guedes disse que estava respondendo à pergunta de um repórter que queria saber se a reforma administrativa seria enviada “hoje (segunda-feira) ou amanhã (terça-feira)”.

Segundo o Estado apurou, o presidente também estaria preocupado com o atual cenário político na América Latina e uma possível repetição no Brasil dos violentos protestos registrados no Chile e na Colômbia. Logo depois de sair da prisão, o ex-presidente Lula afirmou que o Brasil deveria “seguir o exemplo” do Chile e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann já deu sinais de que o partido e seus aliados podem deflagrar manifestações contra o governo.

Como o PT tem grande influência no funcionalismo, que deverá ser afetado pela reforma administrativa, mesmo com a preservação da estabilidade para os servidores atuais, Bolsonaro entende que convém “não colocar gasolina na fogueira” agora.

(Com MSN)

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